Notícias colhidas entre 01-05/outubro/2012

outubro 5, 2012 at 2:40 pm Deixe um comentário

Está difícil atualizar o blog, devido às demandas do trabalho e da vida! Mas, segue mais uma sequência de notícias e textos selecionados! Have fun! =/

Vem aí, um novo modelo para as escolas: a Educação 3.0

Para o professor Jim Lengel, da Universidade de Nova York, o papel do professor muda de forma radical, no modelo da Educação 3.0

Organização de alunos por grupos de trabalho, uso constante de tecnologias por estudantes e professores, atividades pedagógicas realizadas dentro e fora de sala de aula, incentivo a lidar com a resolução de problemas práticos. Estas são apenas algumas das possibilidades geradas por um modelo educacional muito discutido em outros países e que, em breve, deve entrar na pauta dos educadores brasileiros: a Educação 3.0.

Jim Lengel, consultor e professor da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, lançará em breve um livro sobre o tema, que terá versões impressa e digital. Quem não quiser esperar pela obra já poderá ter acesso aos conceitos inovadores desta proposta de ensino no dia 1º de outubro, em São Paulo, quando o irá ao Congresso InovaEduca3.0, para apresentar e debater suas ideias sobre a escola contextualizada no mundo em que vivemos e as transformações que as novas tecnologias estão realizando nos processos de ensino e aprendizagem e nas relações professor-aluno.

Lengel enumera pilares que definem uma Escola 3.0. Segundo ele, nesta proposta educacional, os estudantes trabalham em problemas que valem a pena ser resolvidos (que afetam a comunidade onde vivem); alunos e professores trabalham de forma colaborativa; os estudantes desenvolvem pesquisas autodirecionadas; aprendem a como contar uma boa história; aplicam ferramentas adequadas para cada tarefa; e recebem estímulos para serem curiosos e criativos.

Nesta entrevista, Lengel apresenta, por exemplo, as principais diferenças da educação 3.0 para os modelos tradicionais, aos quais ele chama de 1.0 ou 2.0. O principal recado que fica é o seguinte: a linha de ação tende a sair da busca por atividades padronizadas para todos e priorizar diferentes formas de interação pedagógica entre alunos e professores.

“A Educação 2.0 mede o sucesso pelo domínio de um conjunto restrito de rotinas e tarefas cognitivas que foram importantes para o trabalho industrial, nas fábricas. A Educação 3.0 mede o sucesso dos alunos pela curiosidade, coragem, personalidade e capacidade de colaborar em pequenos grupos para resolver problemas complexos”, salienta o educador americano que, nesta entrevista, fala sobre outros aspectos relativos a Educação 3.0, como o papel do professor, o uso das tecnologias, as habilidades mais valorizadas e o que pode mudar nas salas de aula a partir desta nova proposta.

Como o senhor define a Educação 3.0?
Jim Lengel — A Educação 3.0 tem como princípio preparar os alunos para o mundo de hoje e de amanhã, para que estejam prontos para atuar em universidades e empresas que exigem pessoas inteligentes e curiosas, capazes de descobrir as coisas por si mesmas e aptas a tirar o máximo partido das tecnologias de informação e comunicação. A Educação 2.0 – que a maioria das escolas de todo o mundo está praticando atualmente – foi projetada para preparar os alunos para um local de trabalho industrial e uma mentalidade que não existe mais. As principais diferenças são visíveis na sala de aula e nas mentes dos alunos.

Poderia nos citar algumas diferenças em relação à educação tradicional?
Na Educação 2.0 os alunos sentam em grandes grupos e todos fazem a mesma coisa, ao mesmo tempo. Na Educação 3.0 os alunos trabalham em muitos grupos diferentes, cada um fazendo uma coisa distinta, contribuindo para o sucesso do trabalho do grupo. A Educação 2.0 mede o sucesso pelo domínio de um conjunto restrito de rotinas e tarefas cognitivas que foram importantes para o trabalho industrial, nas fábricas. A Educação 3.0 mede o sucesso dos alunos pela curiosidade, coragem, personalidade e capacidade de colaborar em pequenos grupos para resolver problemas complexos.

Qual o papel do professor, na educação 3.0? Pode se dizer que é mais importante que no formato tradicional?
Muito mais importante. O professor não é mais simplesmente um transmissor de conhecimento e guardião da ordem como na Educação 2.0; na Educação 3.0 os professores desenham e gerenciam um complexo conjunto de projetos, estudantes, e atividades que mudam frequentemente. E trabalham em estreita colaboração com outros professores e outros profissionais da universidade e do mercado de trabalho para garantir que o projeto dos alunos seja apontado para direção certa.

Somente o acesso às tecnologias mais modernas possibilita colocar em prática a educação 3.0? Ou é preciso ainda uma transformação na postura de quem ensina e de quem aprende?
Desde que a tecnologia da informação em rede mudou o local de trabalho e a universidade e tornou-se um componente essencial para o mundo moderno, devemos preparar os alunos para esta nova realidade. Isso significa uma mudança na maneira de ensinar, os materiais que utilizamos e as formas que aprendemos. Livros de papel, folhas de papel e lápis e as outras tecnologias da Educação 1.0 e 2.0 devem dar lugar às tecnologias muito mais eficientes e interessantes que o mundo já está usando em outras áreas.

Quais habilidades são mais desenvolvidas na Educação 3.0?
A Educação 3.0 desenvolve as competências necessárias para o mundo moderno de pesquisa e trabalho: curiosidade, pensamento rápido, busca de ideias, trabalhar em um grupo colaborativo, integrar ideias de várias disciplinas, e uma compreensão das ideias principais que explicam a condição humana e o progresso.

Como a Educação 3.0 pode impactar a educação no Brasil?
Muitas escolas no Brasil já praticam os princípios da Educação 3.0, buscando um alinhamento com as necessidades dos locais de trabalho e preparando os alunos para o futuro do Brasil, ao invés de seu passado. Mas muitas escolas seguem um modelo europeu ou americano industrial de escolaridade, que pode ter sido útil há 50 anos, mas é irrelevante para os tipos de cidadãos que o Brasil precisa formar para avançar. Cada escola no Brasil precisa repensar e redefinir o tipo de cidadão que quer produzir – e então redesenhar a escola para desenvolver esses tipos de pessoas.

Acredita que o Brasil está preparado para esta revolução educacional? Você conhece algum caso brasileiro de Educação 3.0?
O Brasil já está evoluindo do ponto de vista educacional. O País está fazendo grandes investimentos na educação, desenvolvendo novas capacidades, especialmente no ensino secundário e universitário, para preparar seus cidadãos para uma economia moderna e uma democracia participativa. Grupos educativos, tais como o Senai em Santa Catarina, estão projetando novas escolas em torno dos princípios da Educação 3.0, bem como programas de formação de professores no Estado de São Paulo estão preparando educadores com habilidades importantes no ensino e aprendizado digital.

Como as novas tecnologias e as tecnologias digitais estão transformando as relações entre professores e alunos?
As novas tecnologias digitais trouxeram aos professores novos canais para interagir e ensinar seus alunos através de diversas ferramentas, como poderosas apresentações multimídia, podcasts, troca de mensagens online, fóruns virtuais e a publicação e compartilhamento de arquivos em multimídia. As tecnologias dão aos estudantes acesso não apenas às ideias e informações produzidas por seus professores, mas a bibliotecas on-line repletas de material acadêmico, alguns dos quais seus professores nunca tiveram acesso. A rede também oferece mais canais para que possam estabelecer debates com seus professores e colegas.

Qual será o impacto dessas novas tecnologias nas escolas e nas salas de aula?
Se for empregada para tirar sua melhor vantagem, a tecnologia digital deixa a sala de aula mais viva, instigante, rica e profunda. O professor apresenta uma ideia ilustrada por imagens, som, voz e música; os alunos acompanham a aula em seus dispositivos móveis, com links para conteúdos referenciados, estimulando que façam perguntas mais profundas e discutam temas complexos com seus pares. E, após a aula, a aprendizagem continua: os estudantes pesquisam e criam suas próprias soluções e apresentações, muitas vezes junto com um grupo de estudo virtual. E muito do que é apresentado hoje na sala de aula, como a dissertação e exposição dos conteúdos pelo professor, será acessado em casa ou no ônibus pelos estudantes, reservando-se o tempo de aula para lidar com os pontos difíceis.

Como imagina que uma sala de aula será em 5 ou 10 anos? Acredita que ainda teremos salas de aula tradicionais, como temos hoje? Poderia descrever como visualiza as salas de aula no futuro?
As escolas que funcionaram na Educação 3.0 inventaram espaços de aprendizagem muito diferentes das salas de aula típicas de hoje. Em vez de 30 cadeiras, um quadro negro e a mesa do professor, estas escolas realizam suas atividades escolares em uma variedade de configurações: uma sala de aula grande com recursos de multimídia, uma sala de reunião pequena com uma dúzia de pessoas ao redor de uma mesa, uma sala com mesas redondas onde 4 ou 5 estudantes trabalham em um problema em conjunto, uma biblioteca com poucos livros, mas muitas cadeiras confortáveis e bibliotecários preparados para ajudar nas novas formas de pesquisa online. Não apenas o espaço físico, mas haverá mudanças no cronograma também, com horários alternativos e mais independentes.

Quais são suas dicas para que nossos professores estejam mais preparados para lidar com os alunos dessa nova geração?
Em primeiro lugar, aprendam a utilizar as novas tecnologias. Todos os dias, para tudo que puderem, assim como seus alunos fazem. Em segundo lugar, empreguem a tecnologia no ensino onde seja apropriado e incentivem seus alunos a usar a tecnologia para seus trabalhos escolares. Em terceiro lugar, modifiquem suas metodologias de ensino tirando proveito do que as tecnologias oferecem para facilitar a aprendizagem. Os principais desafios para avançar na Educação 3.0 são a tradição e a falta de visão. Você precisa impor uma visão convincente do que uma escola deve ser, a fim de superar a influência do “jeito que costumava ser.”

O senhor lançará um livro sobre Educação 3.0. Pode nos falar um pouco sobre esta obra?
Meu livro, Educação 3.0, está na gráfica da Universidade de Columbia, em Nova York. Ele descreve o trabalho de dezenas de escolas e como elas construíram suas próprias versões de Educação 3.0, além de fornecer um processo de sete passos para qualquer escola se transformar para o novo modelo. O livro estará disponível em papel e em formato digital.

Existe algo que gostaria de destacar sobre Educação 3.0 e, especificamente, sobre sua visita ao Brasil e sua visão sobre a educação brasileira?
Na escola 3.0 o aluno raramente entrega seus trabalhos em papel. Em vez disso, mantém um portfólio online, uma coleção de trabalhos que fornecem evidências de aprendizagem para os professores e pode ser usado posteriormente para a admissão para a faculdade ou entrevista de emprego. Na educação 3.0 o aluno é o foco de nossos esforços educativos e eles sabem que serão recompensados pela descoberta de novos padrões e relacionamentos. As escolas do Brasil do futuro não devem seguir necessariamente modelos das escolas americanas, europeias ou asiáticas. O Brasil precisa desenvolver seu próprio modelo para a Educação 3.0 para preparar e formar os trabalhadores e cidadãos que precisa para dar continuidade ao seu crescimento.

Fonte: http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/educacao/entrevistas/Vem-ai-um-novo-modelo-para-as-escolas-a-Educacao-30-2000024245291-1400002102372

Visite: www.videoideias.com.br

Confira 5 dicas para utilizar em sala de aula recursos disponíveis online
Professores podem se apropriar de ferramentas digitais para tornar o ensino mais dinâmico e atraente.

Yahell Lima Educação – 01/10/12 08:47 – Atualizado em 01/10/12 11:51

Ultimamente temos acompanhado diversas iniciativas no Brasil e no mundo no sentido de disseminar conhecimento e otimizar o ensino com a utilização das TIC’s (Tecnologias da Informação e da Comunicação) na educação.

No ensino superior, universidades como Harvard e MIT têm disponibilizado suas aulas em plataformas online e, no Brasil, A USP (Universidade de São Paulo) também está acompanhando a tendência. A maior universidade do país lançou recentemente o portal e-Aulas, com cerca de 900 vídeos disponíveis online gratuitamente, e também a IPTV USP, que conta com cinco canais de TV online funcionando de forma simultânea.

Com relação ao ensino básico, as novidades relacionando tecnologia e educação também não param de aparecer. No Brasil, a Fundação Lemann disponibiliza as aulas da Khan Academy legendadas em português e há também iniciativas como o portal QMágico, que disponibiliza vídeos didáticos sobre diversas matérias para alunos de ensino médio e fundamental gratuitamente, além de contar com um serviço cobrado para escolas.

Além de utilizar os vídeos e aulas dessas iniciativas, os professores também têm a opção de se apropriar de outras ferramentas disponíveis na web para desenvolver seus próprios conteúdos com os alunos. Selecionamos abaixo 5 dicas que podem tornar o tempo em sala de aula mais dinâmico e atraente:

1.Incentivando a colaboração mútua e a socialização dos alunos
Serviços de vídeo conferência como o Skype podem ser utilizados para conectar seus alunos com outros estudantes do Brasil e do mundo, possibilitando que eles conheçam outras culturas e compartilhem conhecimento. O próprio Skype disponibiliza plataformas que permitem esse tipo de interação. Uma delas é o Skype em sala de aula, com a qual alunos e professores têm a oportunidade de conhecer e criar novas experiências de aprendizado participando de projetos e conectando-se com outras pessoas.

2.Passeios virtuais
Diversos museus do Brasil e ao redor do mundo tem digitalizado e disponibilizado seus acervos online. Proponha a turma um passeio virtual por lugares como o Museu Virtual de Brasília, o Museu Virtual de Ouro Preto, o Van Gogh Museum ou ainda o American Museum of Natural History, entre outros.

3.Cinema online
O YouTube disponibiliza diversos filmes do cinema nacional e internacional na íntegra. Um bem interessante é o longa “La Educación Prohibida”. Outra opção para assistir filmes online é o Vimeo, site que também propõe o compartilhamento de vídeos online.

4.Para ilustrar o conteúdo
Alguns alunos aprendem melhor quando podem visualizar o conteúdo. Sendo assim, os professores têm a opção de utilizar, além do PowerPoint, o Prezi. Essa ferramenta permite a elaboração de apresentações dinâmicas e possui um layout que transmite uma sensação de atualidade e movimento, além de ficar disponível online e o aluno ter a vantagem de poder acessar seu conteúdo a qualquer momento.

5.Utilizando as redes sociais
Utilizar as redes sociais pode ser uma boa opção para despertar o interesse dos alunos e aproximá-los da comunidade escolar. No Facebook, os professores têm a opção de criar uma página da escola ou da disciplina que ministram e atualizá-la com frequência sobre os temas abordados em sala de aula, podendo inclusive postar imagens da turma e de trabalhos produzidos pelos estudantes. O Twitter por sua vez, pode servir para indicar aos alunos conteúdos complementares, como artigos e vídeos relacionados à matéria. Em ambas as ferramentas, o ideal é que o professor incentive a participação e o envolvimento dos estudantes.

Fonte: http://cmais.com.br/educacao/confira-5-dicas-para-utilizar-em-sala-de-aula-recursos-disponiveis-online
Tecnologia e criatividade na sala de aula
19/09/2012 – Fabio Torres

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Existe um “consenso” de que a tecnologia deve ser inserida nas escolas para que o ensino avance. O governo federal parece acreditar nesse pensamento, tendo em vista, por exemplo, o programa “Um Computador por Aluno” (UCA), iniciado em 2007, e o anúncio deste ano, do Ministério da Educação (MEC), de que 600 mil tablets serão distribuídos aos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. Por outro lado, há quem acredite que, sem a postura correta do uso das tecnologias em sala de aula, todo esse movimento não surtirá efeito. Entre os defensores dessa ideia está Paulo Blikstein, engenheiro formado pela Universidade de São Paulo (USP) e professor-assistente dos Departamentos de Educação e de Ciências da Computação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Para Blikstein, a tecnologia estimula a criatividade dos alunos, mas ele acredita que os docentes precisam ter a atitude correta para lidar com o computador dentro do ambiente de ensino. “Só temos que falar para o professor que ele pode se relacionar de uma forma diferente com as crianças, que ele não precisa saber tudo”, afirma.

Gestão Educacional: O Brasil tem condições de implantar nas escolas a tecnologia educacional? Inclusive financeiramente?

Paulo Blikstein: A imagem que temos de tecnologia é de uma coisa cara e complicada. Isso é de 15 anos atrás. Hoje, tecnologia é algo completamente diferente. O open source, esse movimento de software livre, revolucionou a indústria da tecnologia: hoje você tem softwares que estão de graça na internet para quem quiser baixar. Você tem várias formas de conseguir coisas a baixo custo que não existiam 10 anos atrás. Hoje, um professor, se tiver interesse e quiser fazer uma coisa diferente, busca o que ele quer na internet. O professor empreendedor tem muito mais espaço para fazer algo diferente hoje na escola do que antes. Se um professor tiver uma ideia boa e for atrás, ele consegue recursos para, pelo menos, começar alguma coisa. Nós precisamos ser mais criativos para achar essas soluções. É importante ter políticas públicas, mas é importante também esse movimento descentralizado de inovação.

Gestão Educacional: Os professores de hoje não cresceram com essa tecnologia, diferentemente dos alunos, que são nativos digitais. Como lidar com essa questão?

Blikstein: Existe uma barreira geracional, mas daqui a 10 anos vai ser diferente. Os professores daqui a 10 anos vão ter nascido nesta época. Ou seja, com o tempo, isso desaparece. No entanto, classicamente, o professor é quem sabe tudo. Ele tem que instruir o aluno em tudo e isso não é um bom modelo. Em relação à tecnologia, por exemplo, o aluno às vezes sabe mais do que o professor. Precisamos conscientizar o professor de que ele pode saber tudo de Matemática e de Português, mas tem outras áreas que ele tem que ter ajuda do aluno. Em várias escolas em que eu trabalhei, aqui no Brasil mesmo, quando o professor se liberta dessa obrigação de saber tudo, ele relaxa: “eu não sei de tecnologia, mas vou trabalhar e aprender com meus alunos”. É libertador. Depois eles relatam: “eu nunca imaginei que pudesse aprender de igual para igual com eles”. A tecnologia tem essa característica da interação e porque o educador não se sente obrigado a saber tudo. Se ele está numa oficina de robótica, ele pensa: “eu não sou obrigado a saber robótica”. O professor então senta no chão e aprende junto com os alunos. Portanto, tem formas de quebrar essa barreira de geração. Só temos que falar para o professor que ele pode se relacionar de uma forma diferente com as crianças, que ele não precisa saber tudo.

Gestão Educacional: Uma pesquisa de 2011 do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que um dos receios dos professores é que o computador possa distrair o aluno na sala de aula. Como evitar essa alienação?

Blikstein: O computador não foi inventado para estimular a concentração. Pelo contrário, a internet é dispersiva. Quando você percebe, tem 20 janelas abertas. Isso já é difícil para adultos, quanto mais para as crianças. É uma questão inexplorada quando se fala de colocar computadores na sala de aula. Ou você limita a internet das crianças ou as deixa navegar e elas vão para outro mundo. Precisamos pensar e negociar em conjunto com as crianças. Eu faço isso nas aulas: tem um momento que a gente não navega na internet e faz uma atividade. Depois, na outra parte [da aula], que é mais aberta, para pesquisa, aí tudo bem [navegar]. As crianças se conscientizam também que têm momentos de maior concentração e têm outros mais divergentes. É um problema que a gente vai ter se não tomar cuidado, porque as pessoas acham que colocar computador é a solução para tudo e que você pode colocá-lo em qualquer momento, hora ou situação. Isso não é verdade. Essas tecnologias não foram desenhadas para a sala de aula. É uma coisa que temos que pensar com cuidado.

Gestão Educacional: Salas apropriadas, criadas com todo o aparato tecnológico, estimulam mais a criatividade?

Blikstein: Sem dúvida. Tem vários estudos que mostram que as pessoas ficam condicionadas pelo ambiente. Por exemplo: quando você está no escritório, você é uma pessoa. Se está em casa, é outra. Se você vai trabalhar num café, é uma terceira pessoa. Somos muito condicionados pelo ambiente em que estamos. Inconscientemente, adquirimos comportamentos que refletem a cultura ou as regras ocultas do lugar. A mesma coisa acontece na escola. A sala de aula condiciona o aluno a reprimir uma série de comportamentos e a reforçar outros. Quando você oferece um ambiente que não tem essas regras, no qual ele pode falar, interagir e tentar alguma coisa, você reforça atitudes que são importantes para a criatividade, ao passo que a sala de aula tradicional reforça os hábitos ideais para a reprodução industrial do conhecimento. É crucial ter na escola esses espaços que não sejam salas de aula, que sejam uma sala de criação, de invenção. Assim como tem a biblioteca, deveria ter em toda escola uma “sala de criação”.

Gestão Educacional: Outra questão levantada atualmente é o abandono da letra cursiva. Essa característica tão marcante da educação deverá sumir ou conseguirá ser conciliada com a digitalização da sala de aula?

Blikstein: É meio inevitável. Não vai desaparecer completamente, mas não tem muito sentido você focar muito tempo na letra cursiva a não ser pela parte do desenvolvimento motor das crianças, que é importante. Talvez você possa pensar em outras maneiras para desenvolver a parte motora que não sejam a letra cursiva, mas ela está sumindo. Quer dizer, quantas vezes, numa semana, as pessoas usam a letra cursiva? Sempre tem um teclado ou computador por perto. A tendência é que ela seja uma habilidade secundária, que umas pessoas aprendem mais e outras, menos. Eu não vejo um motivo para a gente se agarrar a algo só porque era importante no passado e agora não é mais. É a mesma coisa, por exemplo, que decorar o mapa da cidade de São Paulo quando se tem um GPS. A gente tem que aprender a se livrar das coisas antigas para poder adotar coisas novas.

Entrevista publicada na edição de julho de 2012 da revista Gestão Educacional.

Fonte: http://www.gestaoeducacional.com.br/view/action/mostrarEntrevista.php?cod=143

A tecnologia e a sala de aula

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 – 48 Visualizações
Difícil falar das transformações que a tecnologia pode proporcionar. Muitos dizem ser um assunto um tanto já discutido, ninguém aguenta mais ouvir esta “balela” de que a tecnologia transforma vidas e proporciona aulas dinâmicas. Todos sabem como a tecnologia avança e permite novas abordagens, especialmente voltada para a medicina e pesquisas científicas. Mas o objetivo não é discutir isso, e sim o que a tecnologia tem a ver com a minha sala de aula.

A cultura do professor segue este caminho há anos – “minha sala”, “meu aluno”, “minha escola”, e são bem interessantes essas falas. Enquanto professora, já tive esse pensamento também, mas hoje vejo que o aluno não é meu, eles estão no convívio escolar, sendo preparados para viverem em sociedade. Pode até ser engraçado pensarmos assim, pois sei que esse sentimento não é egoísta, é proteção, pois queremos cuidar.

Mas quanta coisa mudou… a ciência e a engenharia avançaram, e nem se fale das pesquisas biológicas. Quanta coisa foi descoberta, a ponto de hoje ser possível saber o quanto o ser humano já destruiu o planeta Terra, buscando agora formas para tentar reverter tal situação.

E com a escola, ou melhor, com a Educação, não poderia ser diferente. Ela também mudou. O perfil dos professores e a política também se transformaram conforme mudaram seus representantes. E a escola, como parte de uma sociedade que se desenvolve diariamente, não pode ficar fora desse movimento.

Quando se fala em Tecnologia e Educação, ainda existem muitas dúvidas de como fazê-la. Educadores e pais têm receio, o que é compreensível, mas não é interessante privar os alunos de tal acesso, logo que todos os alunos têm contato com a tecnologia e se sentem confortáveis ao usá-la.

A preocupação com esta integração entre “Recursos Tecnológicos e Conteúdos Pedagógicos” precisa acontecer de maneira natural, tanto para o aluno como também para o professor. Precisamos quebrar esta barreira, esta “muralha” de que “Ah! Vou perder meu lugar”.

Professor, você não perderá o seu lugar, a educação sem você não vai acontecer. Perceba que a tecnologia poderá apoiar suas aulas. Ela não pode estar em primeiro lugar, é apenas um recurso que você irá usar na aula, seja ele qual for: uma rede social de comunicação ou imagem, aplicativos, softwares.

Nem é necessário pontuarmos neste momento qual a ferramenta será utilizada – se um tablet, computador, celular ou notebook –, pois, independentemente dela, o ideal é que o planejamento da aula favoreça e intensifique o desenvolvimento e o aprendizado dos conteúdos pedagógicos, sendo o recurso tecnológico apoio para as atividades.

No caso de não ter muitas habilidades com esse tipo de planejamento, comece buscando leituras sobre esse assunto no site http://www.planetaeducacao.com.br. Leia também projetos que usaram a tecnologia e deram certo nos sites http://www.novaescola.com.br e http://www.microsoft.com.br.

Você encontrará alguns planos de aulas, além de ideias e sugestões que podem ser adaptadas para a sua realidade. Não aponte os pontos negativos, pois já existem milhões de pessoas apegadas a isso. Mostre você a solução, tire fotos do seu projeto, registre os avanços dos alunos e mostre para o mundo quanta coisa é possível fazer se apontamos o lado bom das novas coisas.

Existe uma diversidade de blogs que também mostram projetos e planejamentos que deram certo e o que não deu. Por isso, é importante a seleção dos sites e blogs para que você tenha informações confiáveis e, até mesmo, se sinta estimulado a criar um e a compartilhar as suas experiências.

Lembre-se sempre da importância de se preparar, independentemente do conteúdo e do recurso que for utilizar em sua aula.
Ana Paula Barros de Paiva – anapaula.paiva@fk1.com.br
Orientadora-Educacional na área de Informática Educacional da empresa Planeta Educação e pedagoga especializada em projetos educativos.

Fonte: http://www.nota10.com.br/artigo-detalhe/8893_A-tecnologia-e-a-sala-de-aula

Tecnologia e educação – clipping de 24-28/set/2012

Clipping, na íntegra, do blog: Acontece na Educação Brasileira

A sala de aula ainda é avessa a tecnologias, mesmo com alunos conectados! Mas vídeos na internet são cada vez mais numerosos, preenchendo a lacuna deixada…
Felizmente há exceções: games para ensino, por exemplo. Embora a passos lentos, “Um Computador por Aluno” continua acontecendo. Aparelhos ajudam na promoção da inclusão.
E a EAD continua “bombando” no noticiário. Pudera! Matrículas crescem vertiginosamente! A maioria em cursos livres, mas… Veja o que andam dizendo disso.
Algumas dicas completam a semana. Boa leitura!

  • Um abismo digital em sala de aula
    Pesquisa mostra que três em cada quatro adolescentes navegam na internet. Mas 40% dizem que professores não usam a web na escola
    Nascidos na era da tecnologia, as crianças e os adolescentes estão ligados nas novidades e funcionalidades das quatro principais telas que os cercam: da televisão, do telefone celular, do computador e do videogame. Tudo conectado em tempo real pela internet e que faz parte da rotina de uma garotada que já não consegue, sequer, desligar o telefone durante a aula. Mesmo sem ter computador em casa, 75% dos adolescentes com idade entre 10 e 18 anos, navegam na internet. Entre as crianças de 6 a 9 anos, o índice é 47%. Quando se trata de educação, 40% dos jovens dizem que os professores não usam a internet em sala de aula. Para especialistas, existe uma lacuna que precisa ser preenchida por educadores e alunos.
    Correio Braziliense
  • Sem barreiras para o conhecimento, vídeo-aulas se multiplicam na internet
    Diante da enorme capacidade da internet de quebrar barreiras para o conhecimento e revolucionar a educação, professores e universitários de diferentes partes do mundo têm apostado em mais uma ferramenta para ajudar no aprendizado de crianças e jovens. Sites com vídeo-aulas de alguns dos conteúdos mais espinhosos da educação básica têm se popularizado, inclusive, no Brasil.
    iG
  • Programa nas escolas do Rio usa games para ensinar matemática
    Projeto do Sesi tem objetivo de aprimorar raciocínio lógico e corrigir deficiências de alunos e professores no ensino médio
    Das quatro operações básicas a conceitos mais complexos, como conjuntos ou frações, as noções de matemática aprendidas na escola vão acompanhar – ou deveriam – o estudante pelo resto da vida. E quanto melhor for a capacidade de um jovem de raciocinar de forma lógica, em tarefas comuns do dia a dia, maiores serão as chances de conseguir posições no mercado de trabalho. Um programa lançado na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, tem como objetivo elevar a qualidade do ensino de matemática, a partir de recursos tecnológicos que tornam divertida a atividade, seja para alunos ou professores.
    Veja Online
  • Programa Um Computador por Aluno no Brasil e no mundo
    Confira dados e infográfico sobre o desenvolvimento do projeto que visa melhorar a qualidade do ensino e promover a inclusão digital.
    (…) De acordo com dados publicados em janeiro deste ano pela Agência Brasil, 500 escolas brasileiras contam com os computadores do programa Um Computador por Aluno. O MEC (Ministério da Educação) calcula que 574 mil computadores foram adquiridos pelo próprio governo federal e também por prefeituras e governos estaduais por meio do pregão do programa, número que representa apenas 2% das matrículas de ensinos fundamental e médio do país.
    Cmais
  • Dispositivos eletrônicos vão auxiliar aprendizado de surdos
    Estudantes com deficiência auditiva das redes públicas de ensino contam com novo equipamento para facilitar o aprendizado. Trata-se de um conjunto formado por um pequeno chip emissor, na forma de microfone, usado pelo professor, e um receptor para o aluno. A experiência, inédita na rede pública, tem como objetivo ampliar ações de apoio a pessoas com deficiência.
    MEC 

    EAD

  • Matrículas em cursos de educação a distância sobem 58%
    As matrículas em cursos de educação a distância aumentaram 58% no Brasil entre 2010 e 2011, ultrapassando a marca de 3,5 milhões de registros. O número consta do Censo de Educação a Distância 2011, lançado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e pela empresa de soluções educacionais Pearson Brasil. A Abed, contudo, afirma que o crescimento poderia ser ainda maior se a penetração da internet no país fosse superior.
    Veja Online
  • Cresce número de alunos de EAD no país; cursos livres são maioria
    Aumentou o número de alunos que aderiram ao sistema de ensino a distância (EAD) no Brasil, o grupo soma mais de 3,5 milhões de estudantes. Os dados são do Censo EAD.BR 2011, divulgado no 18° Congresso Internacional de Educação a Distância, que vai até o dia 26 em São Luís (Maranhão).
    Uol
  • Mulheres que trabalham são maioria em cursos a distância
    A maior parte dos alunos de ensino a distância (EAD) no Brasil é formada por mulheres. Elas só perdem para os homens nos cursos corporativos, em que os homens predominam
    Uol
  • Cursos EAD não são oferecidos de forma correta no Brasil, afirma Bernadete Gatti
    Uma das maiores especialistas em formação docente do Brasil, Bernadete Gatti aponta a falta de infraestrutura adequada e de legislação específica como os principais entraves para a oferta de Pedagogia a distância no País.
    Educação para Todos
  • Quase metade dos estudantes de pedagogia cursa a modalidade a distância
    Quase metade das matrículas de Pedagogia são em cursos a distância no Brasil. De acordo com o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2010 – o mais recente disponível –, 47,87% dos estudantes cursam a graduação não presencial para se tornarem professores.
    Todos pela Educação
  • Classroom TV reúne aulas de universidades top
    Suponha que você tenha uma dúvida específica, quer aprender um assunto sem compromisso ou até quer se envolver com mais afinco em um tema, mas não tem muito tempo. Ou que não quer fazer um curso inteiro, mas também não quer se aventurar pela internet sem nenhuma orientação. Pois saiba que você não está sozinho e, para atender a demanda desse público crescente e exigente, um ex-aluno de Stanford lançou o Classroom TV, um site que reúne mais de 10.000 videoaulas de grandes universidades do mundo e as disponibiliza gratuitamente para qualquer interessado. E, em breve, a plataforma terá instituições brasileiras e versão em português.
    Porvir
  • Educação a distância ganha aliado tecnológico fora da internet
    Plataforma permite distribuição de conteúdo recebido via satélite para alunos em redes wi-fi
    As plataformas de ensino a distância podem ganhar novo impulso por meio de uma tecnologia que acaba de entrar no mercado. Batizada de MyClass, a novidade pode ser resumida numa junção do conceito de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) com a possibilidade de ensino remoto a alunos sem acesso à internet. Isso será possível através de uma plataforma criada para tablets que receberão arquivos de mídia pela rede local wi-fi da universidade – que, por sua vez, receberá o material didático por conexão via satélite. A partir daí os alunos poderão estudar e fazer atividades em casa sem a necessidade de conexão à web.
    O Estado de São Paulo
  • USP lança cinco canais online e acervo com mais de 7 mil vídeos
    Todos os vídeos estarão disponíveis para download na nova versão da IPTV
    Depois de cinco anos em fase experimental, a IPTV USP entra na segunda fase de execução e promove o lançamento de cinco canais de televisão online simultâneos. São os canais: Arte e Cultura, Saúde, Ciência, Tecnologia e TV USP, se firmando como uma eficiente ferramenta para disseminar conhecimento e democratizar o conteúdo produzido na universidade. A IPTV pode ser acessada no endereço http://www.iptv.usp.br.
    O Estado de São Paulo 

    DICA

  • Beakman brasileiro ensina ciência via web
    (…) Em 2008, Thenório criou o Manual do Mundo, um canal no Youtube que reúne vídeos apresentados e criados por ele mesmo em que ensina, de forma simples, criativa e didática, experimentos práticos de biologia, química, matemática, física e tudo mais que for científico. Ensina coisas malucas como a colorir as flores ou até mesmo como acender lanterna usando limão.
    Porvir
  • Ferramenta gratuita une matemática e arte
    Senos, cossenos, função de primeiro e segundo graus, planos cartesianos, retas ascendentes, descendentes. Muita gente boa já teve pesadelos com todos esses conceitos. Mas se, em vez de equações cheias de incógnitas, potências e raízes quadradas, o estudante pudesse ver um desenho colorido, talvez a resistência fosse menor. Acreditando nisso, Eli Luberoff, físico e matemático por Yale, construiu uma plataforma interativa, quase lúdica, em que os usuários vão inserindo as equações e elas vão compondo uma imagem. Depois de prontas, essas figuras, que podem ser um super-homem, um barquinho ou um foguete, ficam na plataforma de gráficos à disposição de estudantes, professores ou apenas amantes da matemática.
    Porvir

Fonte: http://acontecenaeducacao.blogspot.com.br/2012/09/tecnologia-e-educacao-clipping-de-24.html

Investir em tecnologia de forma planejada e consciente evita prejuízos para as escolas

Ângelo Oliveira

Um estudo realizado em Portugal mostrou o impacto negativo do mau uso da tecnologia em sala de aula. O “Impact of Broadband in Schools: Evidence from Portugal” indicou que, em média, as notas baixaram cerca de 7,7% entre 2005 e 2008 e cerca de 6,3% entre 2005 e 2009 devido às lacunas de uma inicativa que implementou o uso de banda larga de forma errada.

Os resultados supreenderam negativamente os autores da pesquisa e, segundo eles, a explicação para o declínio no desempenho é que a internet cria distrações que, para garantir que não se tornem depreciativas, necessitam ser acompanhadas por medidas adicionais de controle. Por isso, concluem que não basta introduzir novidades tecnológicas nas escolas, é fundamental se atentar para políticas que promovam seu uso produtivo.

A utilização da tecnologia educacional como ferramenta ainda gera dúvidas sobre sua eficâcia e incertezas sobre os reais pontos favoráveis. Afinal, de que forma a aplicação inadequada da tecnologia pode reverter em prejuízos para as escolas?

É verdade que há diversos projetos fracassados. Projetos onde a utilização de sistemas desmontáveis e/ou portáteis, por exemplo, provoca perda de tempo no início de cada aula, diminuindo o tempo de aprendizado. Outra situação é a falta de familiaridade do professor com a tecnologia, que reduz drasticamente a eficiência da ferramenta; ou, ainda, a inexistência de metodologias que associem a tecnologia a práticas didáticas efetivas.

Em todos os casos, as consequências são desastrosas: o investimento financeiro torna-se inútil; a cada projeto fracassado aumenta a resistência dos professores, cai o rendimento escolar e o aspecto lúdico por si só pode terminar camuflando os problemas e potenciando os efeitos negativos, entre outras situações.

Mas, se o mundo está evoluindo com a tecnologia, não é aceitavel que a educação seja a excessão em um cenário de progresso contínuo, que benefícia não só pessoas, mas empresas e organizações. Diante disso, vem a pergunta: como usar, de fato, esse instrumento em prol do aprendizado?
Concordo com os autores de Portugal. O ponto chave está em como a tecnologia está sendo empregada. Ela não deve ser adquirida pela escola sem um projeto claro, sem suporte adequado.

A escola, portanto, precisa tomar consciência dessa realidade para se envolver no processo de forma efetiva e sustentável. Não dá mais para investir descoordenadamente em tecnologia para educação. A área exige atenção e metas. Este é um ponto importante e que responde a pergunta. Quando a instituição define objetivos para trabalhar e aloca recursos humanos e técnicos para alcançá-los, deve obrigatoriamente iniciar um projeto estruturado.

Se, por um lado, ela deve se empenhar para atingir bons resultados, por outro, as empresas que oferecem a tecnologia também têm a obrigação de utilizar as melhores metodologias na aplicação dos materiais para viabilizar o sucesso da escola.

O elemento visual transforma o ensino de diversos temas, e o processo de conhecimento cresce consideravelmente. É relevante lembrar que isso vai além da aula de informática. Português, Matemática, Física, Geografia e outras disciplinas podem ser enriquecidas com o uso da tecnologia. Para tanto, sobretudo quando falamos em lousas digitais, faz-se necessária a utilização de softwares apropriados e inteligentes, e a realização de treinamento sério e orientado aos profissionais. Isso faz uma diferença absolutamente determinante, pois representa o elemento produtivo que eleva o simplesmente lúdico ao nível da produtividade pedagógica e didática.

Colocar uma televisão em sala de aula ou uma lousa digital com a mais alta tecnologia, sem antes tratar com os professores de que forma eles podem usar o recurso é em vão. Por mais rico em animações, vídeos e conteúdo que um aplicativo seja, ele também não produzirá resultado algum se não for trabalhado de forma a contribuir para a aprendizagem do aluno. Aconselho as escolas a encarar esse desafio.

A responsabilidade é grande para fazer valer o investimento, mas há muitos outros relatos positivos e projetos que funcionam na prática. São projetos de qualidade, que com o seu sucesso geraram estudantes motivados, participativos, interessados, explorando o conhecimento e aprendendo a gostar de estudar, e que apresentam relevante melhora no desempenho. Esse contexto reflete no professor, que fica mais disposto e satisfeito. É nesse momento que vem a certeza de que valeu a pena o engajamento.

A realização de trabalho eficiente no espaço educacional é um forte desafio, onde o profissionalismo ao mais elevado nível é requerido. Mas, na mesma proporção, a utilização adequada das tecnologias representa uma oportunidade ímpar de inserir a escola em uma realidade digital cada vez mais presente na vida dos alunos e que os levará ao desevolvimento de novas habilidades e competências.

Fonte: http://agoraparana.uol.com.br/artigos/7458-artigo.html

10 habilidades digitais importantes para professores em sala de aula

Quinta-feira setembro 27th, 2012 10:51

O blog da Mídias traz hoje habilidades digitais que os professores devem ter para levar a tecnologia à sala de aula.Com a adesão à tecnologia em sala de aula é essencial o conhecimento dos docentes em relação aos diversos recursos tecnólogicos que podem ser usados para dinamizar e facilitar as aulas. No entanto, ainda são poucos os professores que conhecem e sabem usar sistemas, aplicativos e dispositivos digitais em seus planos de aula.O Portal Universia relacionou 10 habilidades digitais que os professores devem ter para tem um bom proveito do uso tecnológico em sala de aula. São elas: pesquisa na internet, aplicativos de produtividade, saber onde buscar ajuda, soluções gratuitas, mídias sociais, etiqueta online, segurança, backup, aplicativos e copyright e citações.As habilidades requerem dos professores uma visão geral sobre o que a internet oferece, o uso de tags para refinar as pesquisas, as funcionalidades de sistemas, programas e aplicativos, como acessar estes recursos com segurança e praticidade. Confira as dicas sobre cada uma destas habilidades no site Universia.Fonte: Universia Brasil
O blog da Mídias traz hoje habilidades digitais que os professores devem ter para levar a tecnologia à sala de aula.

Com a adesão à tecnologia em sala de aula é essencial o conhecimento dos docentes em relação aos diversos recursos tecnólogicos que podem ser usados para dinamizar e facilitar as aulas. No entanto, ainda são poucos os professores que conhecem e sabem usar sistemas, aplicativos e dispositivos digitais em seus planos de aula.

O Portal Universia relacionou 10 habilidades digitais que os professores devem ter para obter um bom proveito do uso tecnológico em sala de aula. São elas: pesquisa na internet, aplicativos de produtividade, saber onde buscar ajuda, soluções gratuitas, mídias sociais, etiqueta online, segurança, backup, aplicativos e copyright e citações.

As habilidades requerem dos professores uma visão geral sobre o que a internet oferece, o uso de tags para refinar as pesquisas, as funcionalidades de sistemas, programas e aplicativos, como acessar estes recursos com segurança e praticidade. Confira as dicas sobre cada uma destas habilidades no site Universia.

Fonte: Universia Brasil / http://www.midiaseducativas.com.br/blog/?p=50

Apenas 6,6% dos jovens cursam ensino técnico, diz Senai
Na Alemanha, 53% das pessoas entre 15 e 19 anos participam desses cursos

Apenas 6,6% dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos estão matriculados em cursos de educação profissional. Trata-se de um porcentual muito baixo se comparado, por exemplo, com o da Alemanha, que atinge 53% dos jovens nessa faixa etária. É o que mostra o mapa do trabalho industrial elaborado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que está sendo apresentado nesta quinta-feira na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Rafael Lucchesi, os jovens precisam mudar a visão sobre a qualificação profissional.

— Nossos jovens precisam ver a formação profissional como uma excelente oportunidade para o mercado de trabalho.

O estudo aponta ainda que o Brasil terá de formar 7,2 milhões de trabalhadores em nível técnico e em áreas de média qualificação para atuar em profissões industriais até 2015. Desse total, 1,1 milhão serão de trabalhadores para ocupar novas vagas.

Essa necessidade de formação de profissionais produzirá oportunidades em 177 ocupações, que vão desde trabalhadores da indústria de alimentos até supervisores da produção de indústrias químicas e petroquímicas.

Fonte: http://noticias.r7.com/educacao/noticias/apenas-6-6-dos-jovens-cursam-ensino-tecnico-diz-senai-20120920.html

Um brinde à educação!
15:41, 10 DE SETEMBRO DE 2012 REDAÇÃO PEGN EMPREENDEDORISMO TAGS: EDUCAÇÃO, OPORTUNIDADES,

TECNOLOGIA – Por Natália Monteiro

Há um ano comecei minha empreitada neste blog e quero reservar esse post de “aniversário” para fazer um brinde à educação.

Na verdade, o brinde será ao futuro da educação, às startups de educação e tecnologia (Ed Tech), aos investidores em startups Ed Tech, que seguramente estão ajudando a construir esse futuro, e aos professores que já inseriram a tecnologia em sua prática pedagógica.

Estamos todos enxergando um futuro em que a tecnologia será aliada para a redução de custos, o aumento da produtividade e o aumento da eficiência educacional, em um modelo mais individualista, que respeita as necessidades de cada aluno, valoriza o trabalho do professor e envolve os pais de maneira participativa.

No Brasil, “segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa, o porcentual da população que consegue desenvolver atividades mais complexas, como interpretar textos longos, comparar informações e interpretar tabelas, mapas e gráficos, se manteve no ano passado com os mesmos 26% registrados em 2001”. (Gazeta do Povo*)

A porcentagem é a mesma e a população aumentou, ou seja, o analfabetismo funcional piorou nos últimos dez anos. Essa piora não ocorre somente no Brasil. Nos Estados Unidos, os investimentos por aluno, de acordo com Tim Brady, cofundador da aceleradora americana Imagine K12, foram triplicados nos últimos 40 anos, e os resultados dos testes de matemática e inglês dos alunos permaneceram os mesmos.

Tim acredita que o uso de tecnologia pode ajudar imensamente a fazer a mudança que queremos na educação e exatamente por isso ele investe em startups que estão nesse mercado, para que a mudança possa ser acelerada e para que possamos falhar cada vez menos em educar a geração atual e as próximas gerações de alunos.

“Mais emocionante para mim nessa revolução é o movimento para nos distanciarmos do modelo de fábrica da educação, para algo mais personalizado para cada aluno e mais eficiente em termos de custos. A tecnologia ajuda a tornar isso possível. Vamos reprovar menos alunos, porque eles serão mais engajados, e vamos perder menos professores para a frustração. E esse é um investimento que vale a pena.” (Tim Brady**)

Nos Estados Unidos, nos últimos meses, mais de US$ 110 milhões foram investidos em startups Ed Tech, como 2tor, Coursera, The Minerva Project e StraighterLine. Em 2011, VCs investiram quase US$ 430 milhões em empresas Ed Tech. (Venture Beat***)

Não quero questionar ou julgar os modelos tradicionais de ensino, mas salientar que a tecnologia pode ajudar a mudar o cenário atual. As empresas de Ed Tech estão provando seus modelos de negócio em todo o mundo, e esse é um setor que tem atraído cada vez mais investidores. Com mais startups, mais tecnologia e mais investimentos, seguramente vamos mudar a realidade da educação em todo o mundo – e eu estou muito feliz em fazer parte dessa mudança!

Referências: * Gazeta do Povo  |  ** Tim Brady  |  *** Venture Beat

Fonte: http://colunas.revistapegn.globo.com/mulheresempreendedoras/2012/09/10/um-brinde-a-educacao/

Como a geração Z interage com a internet
04/09/2012 – Publicado em Educação e Tecnologia

Este infográfico publicado pela Vogg com informações de uma pesquisa que foi realizada pela Quest Inteligência de Mercado mostra a interação da geração z com a internet.

O infográfico foi publicado um ano atrás, mas nos traz uma perspectiva de como esta geração vem lidando com a tecnologia. Podemos estimar que hoje estes números estejam exponencialmente maiores, já que o número de celulares no país vem crescendo, bem como o acesso à internet e a presença de brasileiros em redes sociais.

Fonte: http://blackboard.grupoa.com.br/como-a-geracao-z/

Qual o perfil dos brasileiros nas redes sociais?
06/09/2012 – Publicado em Educação e Tecnologia

A Revista Galileu publicou um infográfico que mostra quais as redes sociais preferidas pelos brasileiros e qual o tempo que passa-se nelas.

Fonte: http://blackboard.grupoa.com.br/qual-o-perfil-dos-brasileiros-nas-redes-sociais/

Tecnologia e educação – resumo de 27-31/ago/2012

Clipping, na íntegra, do blog: Acontece na Educação Brasileira

Chegando com tudo, as Redes Educativas podem ajudar o trabalho de sala de aula. Trabalho que a tecnologia está modificando profundamente! Pena que na AL ainda tenhamos muito a fazer…
Algumas ideias e experiências, notícias de EAD e algumas dicas completam a semana.
Boa leitura!

  • Parece Facebook, mas não é: são as redes educativas
    Serviços ganham força nos Estados Unidos e desembarcam no Brasil. Professores e alunos podem fazer quase tudo ali, desde que seja educativo
    Seus usuários trocam mensagens, compartilham fotos e comentam atividades recentes. Até parece o Facebook, mas não é. Nesse território, os usuários têm um único assunto: educação. São as chamadas redes sociais educativas. Elas funcionam como uma rede social virtual, mas são mais seguras – o que agrada professores e escolas – e tornam o aprendizado mais interessante para a geração que já nasceu conectada à internet. Além disso, permitem aos pais dar uma espiadinha na rotina escolar dos filhos. “Queremos tornar a escola mais colaborativa, divertida e social”, diz Shivanu Shukla, fundador da Teamie, uma rede nascida em Singapura que já mira o mercado brasileiro.]
    Veja Online
  • Aprendizagem e tecnologia, da pintura rupestre à inversão da sala de aula
    (…) Flipped classrom refere-se à mudança de metodologia que implica em inverter a sala de aula, ou seja, o professor organiza o plano de ensino para que os alunos assistam às aulas expositivas por meio dos vídeos na internet, quando e onde quiserem. E nos horários em que os estudantes usualmente se encontram com o docente, num espaço físico compartilhado e ao mesmo tempo, todo esforço é dedicado a tirar dúvidas e a desenvolver atividades individuais ou em grupo, o que permite o acompanhamento mais personalizado e a resolução dos problemas assim que eles surgem.
    CanalTech
  • Escolas da América Latina precisam avançar no uso de novas tecnologias
    Levantamento feito em 11 países revela problemas comuns na região
    Há cinco ou dez anos, era comum que os sistemas educacionais se preocupassem mais com o conteúdo de seus programas acadêmicos do que com a forma de transmiti-los aos alunos. No entanto, o boom tecnológico dos últimos anos, com a democratização dos computadores e a invasão dos smart-phones e tablets, causou um salto na rotina de inúmeras casas e terminou com o script tradicional da relação entre lares e escolas.
    Globo Online
  • Lidando com o transtorno de aprendizado
    (…) A capacitação começou com os coordenadores de polos. A partir do ano que vem, o treinamento ganhará um reforço: o instituto está produzindo vídeos curtos em que dá orientações para professores sobre como trabalhar a questão da neurodiversidade na sua prática cotidiana de sala de aula. Esses vídeos serão disponibilizados pelo QMágico, uma plataforma de ensino on-line idealizada por alunos do ITA.
    Porvir
  • Olimpíada de jogos digitais une 100 mil em gincana virtual
    Quem vê de longe pode jurar que aqueles olhos vidrados no computador estão sem piscar para não perder nenhum movimento do jogo de tiro ou de RPG da moda entre adolescentes. Na verdade, é quase isso. O game que tem prendido a atenção de jovens de escolas públicas do país até é cheio de aventuras, fases e desafios, mas seu objetivo não é a diversão pura e simples. É, antes de tudo, promover uma “aprendizagem periférica” das disciplinas tradicionais do currículo. Lançada em 2008, a OJE, Olimpíada de Jogos Digitais e Educação, já envolveu 100 mil estudantes de Acre, Rio e Pernambuco e o prognóstico é que ela chegue a 2 milhões de jovens até 2015.
    Porvir
  • Prefeitura promete obras em escola exposta por aluna na internet
    A prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina, prometeu nesta terça-feira, dia 28, que fará reparos nos banheiros e em outros setores da Escola Básica Maria Tomázia, onde estuda Isadora Farbes, a aluna de 13 anos que criou a página Diário de Classe no Facebook , em que relata problemas de infraestrutura e faz críticas à conduta pedagógica de alguns professores. Os depoimentos da estudante começaram a ser publicados em 11 de julho, mas a partir desta semana ganharam grande repercussão nas redes sociais, portais de internet, jornais e canais de TV. Às 21h, a página contava com 124 mil fãs.
    iG
  • Aulas de biologia com voz de desenho viram hit no YouTube
    (…) O alvo de mais de 500 declarações admiradas como as de Lucas e quase 200 mil visualizações é uma aula de biologia.
    O segredo? A voz do professor é a de Wendel Bezerra, dublador de um punhado de personagens famosos, como Bob Esponja e Edward Cullen, o vampiro-galã da série de filmes “Crepúsculo”.
    Folha de São Paulo

EAD

  • edX promete cursos gratuitos na área de humanas
    A poucos dias de começar a oferecer cursos on-line e gratuitos, o edX promoveu, via Twitter, um bate-papo entre seu presidente e interessados na plataforma. Com respostas curtas, Anant Argawal explicou o funcionamento das aulas e das ferramentas de avaliação que o edX usa e apontou tendências para a plataforma que reúne cursos gratuitos de Harvard, MIT e UC Berkeley.
    Porvir
  • Instituto Confúcio na Unesp lança curso online de chinês para iniciantes
    Será cobrada taxa de R$ 130 por 10 módulos de seis horas de duração cada um
    O Instituto Confúcio na Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou um curso online de chinês para brasileiros em parceria com a Universia Brasil. O órgão é responsável por promover a cultura e a língua do país oriental no Brasil. Será cobrada uma taxa de R$ 130 para que os interessados tenham acesso à plataforma.
    Globo Online
  • Codecademy ensina programação de graça pelo mundo
    Nada de mandarim, inglês ou esperanto. Há quem diga que a linguagem do futuro é a programação. Sim, essa habilidade de desenvolver programas para computadores e sites para internet, que envolve conhecimentos em JavaScript, Python, Rubi e uma infinidade de outras opções que costumam dar frio na espinha de quem não entende do assunto. Mas para os interessados em decodificar o mundo dos códigos, há cada vez mais opções gratuitas de plataformas on-line. Uma das maiores é a Codecademy.
    Porvir
  • ‘Talentos incríveis podem estar em qualquer lugar’
    (…) Diante dessa demanda desesperada por ter acesso a educação de qualidade, o ensino on-line aparece hoje como uma alternativa. Seu colega Andrew Ng, também cofundador do Coursera, dá cursos em Stanford que costumam ser muito procurados pelos alunos. Quando muito, ele atendia a 400 pessoas. Na primeira vez que ele colocou a sua disciplina disponível on-line, houve 100 mil inscritos. Fazendo uma conta simples, diz Daphne, ele precisaria de 250 anos para chegar a esse número de alunos. “Percebendo o impacto disso, Andrew e eu decidimos que precisávamos dar escala a esse fenômeno, dar as melhores oportunidades educacionais ao máximo de pessoas que conseguíssemos. Então, criamos o Coursera, cujo objetivo é pegar os melhores cursos, dos melhores professores, das melhores universidades e oferecer isso para todo mundo de graça.”
    Porvir

DICA

  • Site reúne videoaulas legendadas de universidades do exterior
    Não é preciso mais ir aos Estados Unidos para ver uma aula do MIT (Massachusetts Institut Of Technology), à Austrália para assistir a uma da University of New South Wales ou mesmo a São Paulo para outra da USP (Universidade de São Paulo). Um projeto está reunindo conteúdo dessas e de outras universidades de relevância num único site, com legendas e de graça: o Veduca.
    Uol
  • ‘Rede social’ acadêmica estimula compartilhamento de matérias
    Estudantes universitários poderão cada vez mais usar as redes sociais em benefício para o ensino. O diferencial das redes acadêmicas são as ferramentas que permitem o compartilhamento de arquivos, como os textos pedidos pelos professores e listas de exercícios ou avaliações. Recentemente, dois estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançaram um site de relacionamento gratuito com fins educativos, voltados para jovens do ensino superior.
    Terra

Fonte: http://acontecenaeducacao.blogspot.com.br/2012/09/tecnologia-e-educacao-resumo-de-27.html

EAD no Brasil
14/09/2012 – Publicado em Educação e Tecnologia

Entenda a evolução da educação à distância no Brasil com este infográfico, que mostra a história do EAD de 1920 a 2012, passando de cursos por correspondência ao ensino online.

Nos últimos anos o ensino à distância conquistou visibilidade e a confiança da população, tendo hoje destaque no país. Cerca de 30% dos alunos do ensino superior utilizam EAD, totalizando mais de 2.000.000 de alunos alcançados e quase 30.000 cursos em todo o Brasil.

O EAD movimentou 2,6 bilhões em 2011, com expectativa de aumentar 8% em 2012, ou seja, uma injeção de 176 milhões.

Fonte: http://blackboard.grupoa.com.br/ead-no-brasil/

MEC avaliará programas que usam TI nas escolas

Publicado em Quarta, 19 Setembro 2012 15:49 Escrito por Marina Pita

Piloto começará em Brasília (DF) em outubro e versão nacional está prevista para 2013

O Ministério da Educação está preparando via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) um censo em todas as escolas com quem mantém programas para avaliar o uso de tecnologia. Segundo uma fonte inteirada do assunto, o Ministério quer saber a efetividade, por exemplo, do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e do Um Computador por Aluno (UCA), entre outros.

Um piloto deste censo começará em outubro, em Brasília (DF), de forma a evitar problemas em momento de processo eleitoral, e deverá levar uma semana. Serão entrevistados professores, diretor e coordenador pedagógico. Se aprovado o piloto, o censo passará a ser nacional, se tudo correr bem, já no início de 2013.

A metodologia da pesquisa ainda está sendo desenhada pelo FNDC, juntamente com parceiros e, segundo fonte, deve ser baseada na metodologia da pesquisa TIC Educação, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

A assessoria de imprensa do FNDE informou que não tem conhecimento de nenhum planejamento do órgão para pesquisar recursos tecnológicos nas escolas brasileiras, financiados pelo MEC.

Fonte: http://telesintese.com.br/index.php/plantao/20636-mec-avaliara-programas-de-tecnologias-nas-escolas
Gestão Educacional – A física de Angry Birds e o futuro do ensino nas escolas
Notícia disponibilizada no Portal http://www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.

02/10/2012 – O desafio é deixar a aula interessante

Por Alexandre Matias

Uma das questões que mais me instigam no campo digital é a da educação. Mais do que colocar tablets em salas de aula ou incluir determinadas matérias no currículo, o impacto que a realidade eletrônica já exerce em professores e alunos é grande – e deve aumentar ainda mais.

Afinal, a sala de aula passa pelo mesmo processo descentralizador que ocorre em todas as áreas desde a popularização do computador e da internet. A autoridade do professor vem sendo desconstruída à medida que ele e os livros usados em aula deixam de ser a única fonte de conhecimento para os alunos.

(Nem vou entrar no assunto do sucateamento da profissão de professor no Brasil. Salários baixos, falta de estrutura ou de capacidade pessoal são problemas graves que devem ser resolvidos antes de toda a discussão sobre o impacto do digital no ensino.)

O fato é que cada aluno carrega no bolso um computador em contato com todo o conhecimento do mundo, enquanto o professor ensina. Se isso ainda não é regra, será em menos de dez anos. Não adianta proibir o uso de smartphones ou tablets em sala de aula. Tampouco bloquear o acesso deles a determinados sites ou certos tipos de conteúdo. Os alunos do futuro pularão sobre estas barreiras como os do passado faziam com muros e cercas para fugir da escola. No século digital há essa possibilidade: matar aulas presencialmente, usando aparelhos eletrônicos.

Discutir o tipo de conteúdo ensinado também é pertinente. Os estudantes saberão muito mais de programação e computação do que nós, exigindo que este tipo de conhecimento também esteja presente nas salas de aula. E se passamos décadas aprendendo a importância cultural da literatura a ponto de o tema se tornar uma disciplina, por que não termos aulas de cinema (não de técnica, mas de interpretação) agora que esta arte já tem mais de um século?

E há disciplinas que exigem mais atenção, que não são fáceis de ser reinventadas ou remixadas. Especificamente a mais nerd de todas: a física. É um tipo de conhecimento prático que melhora a vida de qualquer ser humano, mas suas fórmulas e diagramas tendem a ilustrar situações hipotéticas que pouco importam para o menino de 14 anos.

Toda essa discussão me surgiu enquanto jogava o novo game da Rovio, lançado na quinta-feira, Bad Piggies, em meu celular. Bad Piggies, na verdade, repete a fórmula explorada pela empresa finlandesa desde que lançou em março o Angry Birds Space, outro derivado de seu jogo mais famoso.

O jogo original tinha como ponto de partida o arremesso de aves sobre estruturas habitadas por porcos. No Space, o estilingue que dispara as aves fica em um planeta enquanto os porcos ficam em planetas próximos, com atmosferas – e gravidades – que se conectam. E para acertar um porco mais distante, é preciso usar a gravidade dos planetas, traçando um caminho a ser percorrido pelas aves sem que se percam no vácuo do espaço. Física pura!

Na versão Angry Birds Seasons, a empresa incluiu uma fase chamada Atlantis, que obriga as aves a pular na água para, a partir do mergulho inicial, serem impulsionadas com determinada força de volta para a superfície.

E agora vem Bad Piggies, que enfim dá uma chance aos sorridentes porcos verdes de ter alguma vitória. Vilões no jogo original, eles protagonizam o novo game em busca dos ovos das aves, o motivo que deixa os pássaros tão nervosos.

Mas porcos não podem voar, por isso você cria aparelhos que ajudam os suínos a chegar aos ovos. Uma roda aqui, um fole acolá, um quadrado de madeira e você monta um avião. Você precisa de três ventiladores para que ele chegue à ladeira, e tem de acionar o fole no sentido contrário para o porco não se estabanar no final. Mecânica pura.

Lembrei do livro Reality is Broken, da programadora e escritora Jane McGonigal, de que falamos em fevereiro do ano passado. Recém-lançado no Brasil com o título de A Realidade em Jogo (Ed. Best Seller), o livro é um manifesto sobre como devemos nos debruçar sobre os videogames para tornar a realidade fora deles interessante outra vez…
Fonte: O Estado de São Paulo
Gestão Educacional – A física de Angry Birds e o futuro do ensino nas escolas 

Notícia disponibilizada no Portal http://www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.
02/10/2012 – O desafio é deixar a aula interessante

Por Alexandre Matias

Uma das questões que mais me instigam no campo digital é a da educação. Mais do que colocar tablets em salas de aula ou incluir determinadas matérias no currículo, o impacto que a realidade eletrônica já exerce em professores e alunos é grande – e deve aumentar ainda mais.

Afinal, a sala de aula passa pelo mesmo processo descentralizador que ocorre em todas as áreas desde a popularização do computador e da internet. A autoridade do professor vem sendo desconstruída à medida que ele e os livros usados em aula deixam de ser a única fonte de conhecimento para os alunos.

(Nem vou entrar no assunto do sucateamento da profissão de professor no Brasil. Salários baixos, falta de estrutura ou de capacidade pessoal são problemas graves que devem ser resolvidos antes de toda a discussão sobre o impacto do digital no ensino.)

O fato é que cada aluno carrega no bolso um computador em contato com todo o conhecimento do mundo, enquanto o professor ensina. Se isso ainda não é regra, será em menos de dez anos. Não adianta proibir o uso de smartphones ou tablets em sala de aula. Tampouco bloquear o acesso deles a determinados sites ou certos tipos de conteúdo. Os alunos do futuro pularão sobre estas barreiras como os do passado faziam com muros e cercas para fugir da escola. No século digital há essa possibilidade: matar aulas presencialmente, usando aparelhos eletrônicos.

Discutir o tipo de conteúdo ensinado também é pertinente. Os estudantes saberão muito mais de programação e computação do que nós, exigindo que este tipo de conhecimento também esteja presente nas salas de aula. E se passamos décadas aprendendo a importância cultural da literatura a ponto de o tema se tornar uma disciplina, por que não termos aulas de cinema (não de técnica, mas de interpretação) agora que esta arte já tem mais de um século?

E há disciplinas que exigem mais atenção, que não são fáceis de ser reinventadas ou remixadas. Especificamente a mais nerd de todas: a física. É um tipo de conhecimento prático que melhora a vida de qualquer ser humano, mas suas fórmulas e diagramas tendem a ilustrar situações hipotéticas que pouco importam para o menino de 14 anos.

Toda essa discussão me surgiu enquanto jogava o novo game da Rovio, lançado na quinta-feira, Bad Piggies, em meu celular. Bad Piggies, na verdade, repete a fórmula explorada pela empresa finlandesa desde que lançou em março o Angry Birds Space, outro derivado de seu jogo mais famoso.

O jogo original tinha como ponto de partida o arremesso de aves sobre estruturas habitadas por porcos. No Space, o estilingue que dispara as aves fica em um planeta enquanto os porcos ficam em planetas próximos, com atmosferas – e gravidades – que se conectam. E para acertar um porco mais distante, é preciso usar a gravidade dos planetas, traçando um caminho a ser percorrido pelas aves sem que se percam no vácuo do espaço. Física pura!

Na versão Angry Birds Seasons, a empresa incluiu uma fase chamada Atlantis, que obriga as aves a pular na água para, a partir do mergulho inicial, serem impulsionadas com determinada força de volta para a superfície.

E agora vem Bad Piggies, que enfim dá uma chance aos sorridentes porcos verdes de ter alguma vitória. Vilões no jogo original, eles protagonizam o novo game em busca dos ovos das aves, o motivo que deixa os pássaros tão nervosos.

Mas porcos não podem voar, por isso você cria aparelhos que ajudam os suínos a chegar aos ovos. Uma roda aqui, um fole acolá, um quadrado de madeira e você monta um avião. Você precisa de três ventiladores para que ele chegue à ladeira, e tem de acionar o fole no sentido contrário para o porco não se estabanar no final. Mecânica pura.

Lembrei do livro Reality is Broken, da programadora e escritora Jane McGonigal, de que falamos em fevereiro do ano passado. Recém-lançado no Brasil com o título de A Realidade em Jogo (Ed. Best Seller), o livro é um manifesto sobre como devemos nos debruçar sobre os videogames para tornar a realidade fora deles interessante outra vez…
Fonte: O Estado de São Paulo
Tecnologia Educacional – Sem barreiras para o conhecimento, vídeo-aulas se multiplicam na internet
Notícia disponibilizada no Portal http://www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs.

02/10/2012 – Com explicações sobre conteúdos geralmente espinhosos para os estudantes, aulas em vídeo gratuitas produzidas por professores brasileiros se popularizam.

Priscilla Borges

Diante da enorme capacidade da internet de quebrar barreiras para o conhecimento e revolucionar a educação, professores e universitários de diferentes partes do mundo têm apostado em mais uma ferramenta para ajudar no aprendizado de crianças e jovens. Sites com vídeo-aulas de alguns dos conteúdos mais espinhosos da educação básica têm se popularizado, inclusive, no Brasil.

Em 2004, um americano descendente de indianos, Salman Khan, criou os primeiros vídeos para ajudar uma sobrinha que tinha dificuldades em matemática. Em uma lousa, sem que ele aparecesse, todos os problemas eram resolvidos. Logo as “aulas grátis” se espalharam. O conceito – apesar da distância do professor – faz com que as dicas se pareçam com uma “aula particular”, com a vantagem de poder ser vista a qualquer hora ou local. E, melhor, de graça.

Não demorou para que professores e estudantes brasileiros se inspirassem no modelo da Khan Academy e criassem experiências com a cara do Brasil. Bruno e Lucimara Wernerck, que estudaram em escolas públicas, conseguiram vagas em boas universidades públicas, queriam que outros jovens tivessem a mesma oportunidade. Como conheciam as falhas da educação básica, se dispuseram a ajudar outros estudantes a superá-las. Como eles.

O ideal fez com que eles começassem a produzir vídeos, com aulas sobre conteúdos do ensino médio nas áreas de matemática, física, química e biologia. Assim como Salman Khan, os professores não aparecem no vídeo, apenas as resoluções e explicações dos exercícios. Desde abril deste ano, Bruno e Lucimara, que ganharam o apoio de George Hirokawa, que desenvolveu a plataforma do site, chamado O kuadro e os colocaram à disposição dos alunos.

Há mais de 600 vídeos disponíveis nas quatro áreas, todos produzidos por Bruno e Lucimara. De vez em quando, um professor de português que se encantou com o projeto também colabora enviando algum material. É possível assisti-los no site oficial , no youtube ou no vimeo. Mais de 7 mil professores e alunos de todo o País já se cadastraram para baixar os vídeos, todos gratuitos.

Bruno, Lucimara e George não vivem do site. Bruno é engenheiro em eletrônica formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e trabalha no setor de telecomunicações. Lucimara formou-se em Biologia (licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atua em uma indústria de produtos ortopédicos. George, formado em comunicação social, desistiu do emprego em uma empresa de telecomunicações para se tornar professor universitário depois de se envolver com a experiência do kuadro.

Os três tiram recursos do próprio bolso para manter a produção, que pelo caráter caseiro, não é tão custosa. Mas hoje eles já procuram parcerias para expandir a iniciativa. Além de acharem necessário expandir as áreas de atuação, eles querem colocar em prática um novo projeto, já apelidado de Embaixadores da Educação. O objetivo é conseguir apoio para oferecer bolsas de estudos a universitários que também tenham vindo de escolas públicas, para que eles ajudem outros alunos como eles.

“Hoje tenho certeza de que estou ajudando as pessoas. Queremos contribuir com o que falta no governo, no ensino básico brasileiro, especialmente com quem não tem condições de disputar o vestibular nas mesmas condições que os mais favorecidos economicamente. Há muitas pessoas que querem estudar e só precisam de uma oportunidade”, comenta George. Segundo ele, apesar de o professor não estar online, as aulas em vídeo tornam o conteúdo mais atrativo e o conceito se aproxima de uma aula particular. “Eles aprendem mais”, diz.

Idealismo X negócio

Há modelos também que tentam unir o idealismo de quem acredita em poder mudar a educação com a vontade de torná-lo, ao mesmo tempo, um negócio, que possa render recursos para montar uma organização não-governamental. Claudia Massei, co-fundadora do site QMágico, conta que essa é a ideia do projeto, que hoje também já conta com mais 600 vídeos e 2 mil exercícios de matemática disponíveis. Mas nem sempre foi assim.

Quando criaram o site, também baseado no modelo Khan Academy, Thiago Feijão, outro sócio-fundador e mais três amigos que participavam do projeto, todos estudantes do ITA, tinham a expectativa de vender, a preços bem baratos, a visita a cada vídeo. Como uma aula particular mesmo. Porém, logo de início, perceberam que a proposta não funcionaria. “Mesmo que a gente cobrasse pouco, isso não faria o conteúdo chegar a todo mundo”, diz Claudia.

Portanto, os jovens criadores do QMágico decidiram criar duas plataformas diferentes. Uma é gratuita, possui todas as vídeo-aulas, exercícios interativos e um software simplificado que mostra ao aluno o desempenho dele nas questões, acertos e erros, apresenta quais vídeos devem ser assistidos para sanar as dúvidas do que ele errou. Ainda há jogos educativos disponíveis, em que ele vai sendo pontuado a cada exercício feito.

A outra plataforma é paga. Escolas públicas e privadas já utilizam o sistema do QMágico, que une o conteúdo à necessidade de acompanhamento de uma escola. Os professores podem acompanhar – online ou não – o desempenho de seus alunos nas questões (produzidas pela própria escola ou pelos criadores do site); podem disponibilizar vídeos e outros materiais. “Começamos a tentar entender o que as escolas estavam precisando. E percebemos que era a gestão do aprendizado”, conta a co-fundadora.

Os clientes do site pagam entre R$ 3 e R$10 por aluno a cada mês, dependendo do volume de estudantes atendidos em cada contrato. A rede de ensino estadual de Goiás, o maior cliente, utiliza a plataforma em mais de 400 escolas, atendendo a 9 mil alunos. Eles desenvolveram um programa específico para o Enem para eles. Há também parcerias com escolas públicas na Grande São Paulo, com uma faculdade privada de Engenharia no Rio Grande do Sul (eles vão usar as ferramentas para preparar os alunos com dificuldades) e estão em negociação com o Colégio Bandeirantes, de São Paulo.

Espaço também em grandes instituições

A popularidade dos vídeos e do poder de alcance da internet fez com que até os mais céticos a respeito das vantagens da educação a distância se curvassem diante da aposta feita por instituições tradicionais e renomadas, como a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a Sorbonne, na França, ou a Universidade de São Paulo, no Brasil. Além de já oferecerem cursos a distância, muitas delas têm desenvolvido projetos de vídeo-aulas gratuitas.

Curiosidade: Veja o que já foi inovação nas salas de aula

A USP lançou a pouco tempo o e-Aulas. Os professores disponibilizam aulas gravadas em vídeo a quem estiver interessado. Assim como faz Harvard, MIT, Princeton. A FGV Online também montou um projeto em que oferece 41 cursos gratuitos nas áreas de atuação da fundação, como Administração, Economia e Direito. Justo disso, a instituição lançou um grande portal para o ensino médio, com aulas e questões gratuitas voltadas para o Enem.
Fonte: Portal IG

Matrículas em cursos de educação a distância sobem 58%
Notícia disponibilizada no Portal http://www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs.

29/09/2012 – Segundo estudo da Abed, em 2011, foram feitos 3,5 milhões de registros.

Lecticia Maggi

As matrículas em cursos de educação a distância aumentaram 58% no Brasil entre 2010 e 2011, ultrapassando a marca de 3,5 milhões de registros. O número consta do Censo de Educação a Distância 2011, lançado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e pela empresa de soluções educacionais Pearson Brasil. A Abed, contudo, afirma que o crescimento poderia ser ainda maior se a penetração da internet no país fosse superior.

Segundo dados do Ibope divulgados nesta terça-feira, cerca de 71 milhões de brasileiros têm acesso à internet em locais de trabalho ou residência. Desses, 45% têm banda larga. Ou seja, ainda há muita gente sem acesso à rede. “Além de custarem menos, aulas pelo computador aumentam a conveniência e a interação do aluno. Quanto mais banda larga tivermos, mais o setor crescerá”, diz Fredric Litto, presidente da Abed e fundador da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP).

O Censo de EAD 2011 também chama a atenção pela supremacia dos cursos livres em relação aos corporativos e aos autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), como as modalidades de graduação e técnica. A tendência não havia sido verificada nas pesquisas anteriores.

Os cursos livres registraram aumento de quase quatro vezes no número de matrículas, passando a responder por 77% do total. Para Litto esses cursos prosperam porque não precisam seguir regras de controle do MEC, o que os torna mais inovadores, dinâmicos e, por consequência, atrativos.

Nessa modalidade, encaixam-se, por exemplo, cursos de língua estrangeira e história da arte. Outra razão para o sucesso dessa modalidade seria o reconhecimento, pela socidade, de que parte das profissões não exige para seu exercício uma graduação formal. “Você precisa de conhecimento e inteligência, mas o diploma universitário não é absolutamente fundamental a todos”, afirma Litto.

Apesar do interesse crescente por cursos a distância, nem todos os brasileiros levam a tarefa até o fim. A evasão entre os cursos corporativos cresceu nada menos do que 163%. Entre os cursos autorizados e livres, a evolução da evasão foi menor: respectivamente, 10% e 5,8%.

A hegemonia das instituições privadas no segmento do EAD é outra evidência do levantamento: essas escolas respondem por 60,5% das matrículas. O restante dos alunos está dividido entre instituições sem fins lucrativos (14,5%) e públicas (15%) – os 10% restantes se referem a fundações, entre outras. A região Sudeste concentra a maior oferta de cursos. Mas é a Sul que aparece no topo do ranking de matrículas, com mais da metade dos registros.

Perfil dos alunos – Com exceção dos cursos corporativos, onde 52% dos estudantes são homens, as mulheres ainda predominam no EAD. Nas modalidades autorizada e livre, elas representam 57% do total de estudantes.

O presidente da Abed defende que a motivação e a disciplina entre os estudantes do EAD já superam as registradas entre os alunos de cursos presenciais. A idade média daqueles é de 30 anos. “Em geral, são pessoas casadas, com filhos e que precisam avançar na carreira. Elas precisam ganhar dinheiro”, diz.

Para Litto, a tendência de crescimento da EAD deve se confirmar nos próximos censos do setor. “As pessoas querem conhecimento, mas também desejam escolher de que forma, onde, quando e como adquiri-lo. Nesse sentido, o ensino presencial é muito limitado”, diz.
Fonte: Portal Veja

Pesquisa: no Brasil, 75% dos adolescentes navegam na internet 

Notícia disponibilizada no Portal http://www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs.
28/09/2012 – As crianças e jovens brasileiros constituem uma população bastante conectada às telas e tecnologias digitais. No total, 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa “Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas”, lançada ontem, em Brasília, pela Fundação Telefônica Vivo.

A instituição pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados aconteceu entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos, em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro (USP), e foi apresentada na sede do Ministério das Comunicações, com a presença do ministro Paulo Bernardo e do presidente do Grupo Telefônica, Antonio Carlos Valente.

“Realizamos um estudo bastante representativo, com o objetivo não apenas de disseminar conhecimento sobre o comportamento de crianças e jovens diante das telas digitais, como também de promover o uso responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação”, afirma Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.

Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa; enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram possuir celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.
Fonte: Jornal do Brasil

Crianças aprendem e pensam como cientistas
04/10/2012 –

Crianças em idade pré-escolar são capazes de tirar conclusões com base em análises estatísticas. Elas também aprendem por experimentos individuais e observação dos colegas. Essas são as características que levaram a pesquisadora Alison Gopnik, do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, a concluir que os pequenos têm uma maneira de pensar e aprender muito similar à dos cientistas.

A constatação – que enfatiza a importância das experiências vividas pelas crianças de até 6 anos – pode ter implicações na maneira como se estrutura o ensino infantil. Para se chegar a esse resultado, publicado na última edição da revista Science, Alison fez uma revisão de dezenas de pesquisas anteriores que avaliaram os mecanismos de pensamento das crianças pequenas.

Ela defende que as crianças, mais do que os adultos, são capazes de propor teorias incomuns para resolver problemas. “Esse tipo de pensamento hipotético reflete sobre o que poderia acontecer, e não sobre o que realmente aconteceu. E esse é um tipo de pensamento muito poderoso que usamos na ciência”, diz Alison. Ela completa que a própria brincadeira de faz de conta, aquela atividade espontânea em que as crianças costumam se engajar, é “uma reflexão sobre esse raciocínio e compreensão profundos”.

Mas, como é possível saber que crianças pequenas ou até bebês – que ainda nem têm a fala desenvolvida – tenham a capacidade de fazer análises estatísticas? A resposta vem de experimentos recentes que têm testado a capacidade reflexiva de crianças cada vez mais novas.

Em um deles, por exemplo, bebês de 8 meses mostram-se surpresos quando o pesquisador retira de uma caixa cheia de bolas brancas, contendo apenas algumas bolas vermelhas, uma amostra com a maioria de vermelhas e poucas brancas. Alison observa em seu artigo que é como se os bebês dissessem: “Aha! A probabilidade de isso ter ocorrido por acaso é menor que 0,05”.

Uma das pesquisadoras que atualmente se dedica a essa abordagem é a psicóloga Fei Xu, do Laboratório de Cognição e Linguagem Infantis da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Em situações da vida real, estamos sempre em situações de incerteza. Então temos de pensar qual é a probabilidade de algo acontecer”, explica a cientista. “Queremos saber se os bebês têm essa habilidade de raciocínio mesmo antes do aprendizado da linguagem.”

Outras experiências citadas por Alison foram bem sucedidas em demonstrar que crianças também aprendem com suas experimentações individuais, que surgem em meio às brincadeiras, e ainda observando seus colegas. Os mesmos procedimentos utilizados pelos cientistas.

Nova visão. No passado, o entendimento sobre o raciocínio das crianças pequenas era de que elas eram seres ilógicos e só concebiam o aqui e o agora. Hoje, as escolas levam em conta sua capacidade de experimentação. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, existe a construção do conhecimento e não a simples transmissão de informação.
“É o ato de fazer que, do ponto de vista neurológico, faz com que o conhecimento saia do sistema límbico, de memória a curto prazo, e vá para o córtex, que corresponde à aprendizagem efetiva.”

A educadora Priscila Cantieri, coordenadora de Educação Infantil da Escola Santi, observa que a visão da infância hoje é muito diferente da que se via algumas décadas atrás. “Acreditava-se que a criança era uma tábula rasa e que a gente tinha que transmitir todo o conhecimento para ela”, diz. “Hoje, a escola sempre inicia o conteúdo descobrindo o que as crianças pensam sobre o tema.”
Para a educadora Roberta Bastos Ganan, do Colégio Humboldt, a capacidade de aprender com os colegas também é valorizada nas aulas. “Criamos pequenos grupos para discutir determinado assunto, em que cada um expõe sua opinião e busca chegar a algum conceito.”

Para Alison, deve-se considerar que crianças em idade pré-escolar são cientistas naturais, para ajudá-los a entender os princípios da ciência formal. “A própria ciência pode ajudar a transformar a curiosidade e o brilho naturais da criança em melhor ensino e aprendizado.”

O educador Silvio Barini Pinto, diretor do Colégio São Domingos, faz um contraponto a essa ideia. “Ao trazer o método científico para a pauta da educação de crianças, penso que se promove uma precipitação que pode embotar as experiências sensíveis, tão relevantes no desenvolvimento psicossocial.”

Aos 4 anos, alunos exploram nascente de rio em São Paulo

No Colégio Santa Maria, as crianças são apresentadas ao mundo da pesquisa cedo: aos 4 anos, já exploraram a natureza como cientistas. Munidos de lupa e prancheta, saem em busca de dados em um passeio pelo bosque e em uma visita à nascente de um rio no terreno da escola.

A professora de ensino infantil Eliane Lima, docente há 22 anos, diz que antigamente havia a impressão de que a criança pequena não tinha capacidade cognitiva de aprender. “Os estudos avançaram e concluiu-se que as crianças têm um potencial muito grande. Elas têm teorias provisórias acerca dos temas que entram em choque com a teoria dos amigos. Elas tabulam essas informações e selecionam o que é efetivo. Assim constroem seu saber.”

 Fonte: O Estado de São Paulo

Escola estimula que alunos sejam autodidatas
04/10/2012 –

Nesta escola, não há alunos enfileirados uns atrás dos outros dentro de uma mesma sala, divididos por séries, ou mesmo professores ditando conteúdos. Quem decide o currículo são os estudantes, que também administram quando e onde vão estudar. É assim que funciona o Colegio Fontán, em Bogotá, na Colômbia, que busca inspirar a autonomia nos alunos, para que eles aprendam por conta própria e se tornem intelectualmente maduros.

Fundada pelos filósofos colombianos Emilia Fontán e Buenaventura Fontán, há 27 anos, a escola vai na contramão do modelo tradicional de ensino. Baseada no sistema que valoriza a individualização da aprendizagem, permite ao estudante montar seu currículo e estudar de forma autodidática. O modelo de educação é reconhecido pelo Ministério de Educação do país como uma proposta inovadora.

Atualmente, cerca de 200 alunos de ensino fundamental e médio passam pela metodologia chamada Serf (Sistema Educativo Relacional Fontán), centrada na realidade de cada estudante e em que cada um deles tem um projeto educativo pessoal. São os alunos, por exemplo, que escolhem o que a escola chama de “taus”, ou seja, os textos autodidáticos que eles pretende estudar para aprender cada disciplina da grade.

Para avançar uma série escolar, o estudante pode demorar quatro meses ou, se preferir, 15 ou 23. É ele também quem determina quando está preparado para realizar a avaliação, que sempre precisa alcançar um “rendimento de excelência”. “A mediocridade é inadmissível. A excelência serve para todos e não apenas para uma elite. Todos podem alcançá-la. É uma questão de tempo. Quanto tempo o aluno demora é um fator secundário. Isso é bem diferente do modelo tradicional em que o estudante trabalha com o tempo constante e rendimento variável”, afirma Julio Fontán, diretor do colégio.
“A metodologia da escola é baseada na premissa de que ‘a civilização é uma cultura escrita, não apenas oral’ e que a ‘cultura do conhecimento’ é feita de conhecimentos lógicos e estruturados”

Os exames são considerados difíceis. O mínimo que o aluno deve atingir é 9 pontos – sobre 10. Mesmo assim, quando alcança esse mínimo, um tutor envia uma análise que orienta o estudante sobre como ele deve se preparar melhor para realizar uma nova prova e enfim conquistar o 10.

Para se tornar um aluno do Fontán, é preciso passar por um processo seletivo que avalia o nível escolar– exceto crianças de nível pré-escolar – por meio de provas de raciocínio lógico, escrita, leitura e matemática. Segundo o diretor do colégio, muitos alunos ingressam na escola com pouca leitura, porque o sistema tradicional de ensino não os ensina a ler “mentalmente”, ou seja, a ter capacidade de interpretação. No modelo Fontán, os estudantes não aprendem em sala de aula ouvindo um professor falar, mas lendo. “A metodologia da escola é baseada na premissa de que ‘a civilização é uma cultura escrita, não apenas oral’ e que a ‘cultura do conhecimento’ é feita de conhecimentos lógicos e estruturados”, diz.

Experiência Fontán

“O colégio nos ensinou a aprender de verdade; nos mostra que o importante não é passar em uma prova, mas realmente aprender. A escola também me ensinou a estudar por conta própria e a aprender 100% daquilo que eu gosto”, afirma Agustín Botero Arango, que ingressou no colégio na 7a série.

É o que também pensa Laura Restrepo Le Flohic, que saiu do Fontán em 2002 e hoje faz faculdade de administração de empresas. “A escola me permitiu desenvolver uma leitura mais rápida, que me faz interpretar melhor qualquer conteúdo. Além disso, despertou o hábito de estudar sem a obrigação de sentar numa sala de aula”.

Fonte: Portal Porvir

Professor do ensino fundamental no País é um dos mais mal pagos do mundo
04/10/2012 –

Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, amanhã, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob “forte ameaça” diante dos salários baixos.

Num estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de US$ 104,6 mil por ano (mais informações nesta página).

Numa lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.

Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado ontem no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. “Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos”, disse. Para Ryder, a educação deve ser vista por governos como “um dos pilares do crescimento econômico”.

Outro estudo – liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada – revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no País chegava a apenas US$ 4,8 mil. Na Alemanha, esse valor era de US$ 30 mil por ano.

Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que salários de 2009 no grupo de países ricos tinham uma média de US$ 39 mil por ano no caso de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência. O Brasil foi um dos poucos a não fornecer os dados para o estudo da OCDE.

Médio. Numa comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do País. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a US$ 11,6 mil por ano. O valor é US$ 1 mil a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS.

Já a OCDE alerta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão.

Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

Fonte: O Estado de São Paulo

Gerações Digitais mapeia evolução das TICs nas salas de aula
04/10/2012 –

A utilização das TICs em sala de aula vem, pouco a pouco, mudando a cara da educação no Brasil e a maneira como professores, gestores, alunos e pais se relacionam com o mundo digital dentro da escola. Com o objetivo de apresentar um registro da trajetória das tecnologias digitais na educação nas últimas décadas, o Portal do Instituto Claro apresenta a série de reportagens Gerações Digitais, convidando especialistas e pesquisadores com diferentes bagagens e de diversas regiões do país para comentar cinco temas que têm sido determinantes neste processo de transformação.

Na primeira reportagem da série, convidamos dois dos maiores pesquisadores da área de games para discutir a adoção destes recursos por parte de professores e entender se a comunidade escolar já percebe os jogos como um bem cultural. Também conversamos com um professor idealizador de um projeto inovador que coloca os alunos para produzir seus próprios jogos. Boa leitura!

Como os games vêm mudando a maneira de ensinar e aprender

Há menos de duas décadas, pouca gente acreditava que jogos de videogame poderiam ser levados a sério. Ainda mais raros foram os visionários que enxergaram potencial pedagógico em algo até então visto como puro entretenimento. Com a expansão dos dispositivos móveis e os jovens jogando constantemente, era hora dos educadores reconhecerem o potencial desta ferramenta para a educação.

Uma das pioneiras deste processo, Lynn Alves, pesquisadora e professora da Uneb, começou a pesquisar os jogos na década passada. Ela conta que se aventurou nesta área por pressão de pais e alunos. “Eles queriam começar a discutir jogos e violência, que era um assunto com muita força naquele momento”, conta.

Ainda era uma época de muito preconceito da academia em relação à pesquisa sobre jogos, segundo a professora. No entanto, a primeira mudança significativa na área partiu do próprio mundo acadêmico, onde o número de investigações sobre o tema disparou.

Por outro lado, a mudança é mais lenta nas escolas. “A situação dos games mudou pouco para o professor. Ele ainda tem pouca formação. E este deve ser o papel da academia: criar espaço para essa formação”, indica. Ouça a avaliação de Lynn Alves sobre games e educação no podcast abaixo:

Cultura ou entretenimento?

Outro especialista em games, Roger Tavares afirma que ao mesmo tempo em que as novas gerações possuem uma melhor noção do significado cultural dos jogos, elas também têm problemas em discernir o que é um jogo com conteúdo relevante daquele voltado meramente para o entretenimento “caca-níquel”.

“A própria cultura digital ajudou na transformação daquele conceito antigo de que cultura era só museu ou biblioteca. As pessoas perceberam que a formação não para por aí”, afirma.

Mas o que os jogos têm de tão atrativos para ser transpostos para a educação? Na avaliação de Lynn Alves, são três características: “Os jogos permitem interatividade, interconectividade, e imersão”. Os três pontos costumam ser deficientes nas salas de aula tradicionais.

Tavares lembra a história de uma professora de TI, no Rio de Janeiro, que tinha que lutar contra os alunos que jogavam Counter Strike (jogo de tiro muito popular em lan houses) nos laboratórios. A professora resolveu estudar o jogo, entender sua mecânica e redefinir o curso aproveitando as possibilidades do jogo. Os alunos se interessaram tanto pelas aulas a partir de então que o nível da turma superou todas as expectativas.

“Esta dinâmica dos jogos é incrível. Lembro que quando eu comecei a trabalhar, com 15 anos, eu ia na casa das pessoas instalar modem, placa de som, e tinha que ensinar, principalmente os idosos, a usar o computador. Eu começava ensinando Paciência e Word. Quando voltava, na outra semana, eles já tinham dominado o jogo. Agora, o Word, eles nem abriam”, brinca Tavares.

Leve os games para a sala de aula

O professor que quer usar os jogos eletrônicos em sala de aula possui diversas ferramentas à sua disposição. Lynn Alves, Roger Tavares e Guilherme Hartung compartilharam algumas dicas. Confira:

– O site do Ministério da Justiça oferece diversas informações a respeito da classificação indicativa de jogos, além de informações a respeito de suas sinopses.

– É possível assistir gameplays, ou seja, pessoas que jogam e registram a tela de seus jogos, no Youtube. A partir daí, o professor pode se familiarizar mais com os jogos.

– Familiarizar-se é a palavra-chave. O professor precisa conhecer o jogo para poder explorá-lo pedagogicamente.

– Se a ideia é desenvolver jogos educativos, é preciso ficar atento para não transformar a linguagem do jogo em algo artificial. Também é preciso ficar atento para que não haja mera transposição do livro didático para o computador ou videogame.

– Existem ferramentas gratuitas para a produção de jogos, como o Scratch e o Kodu.

Que tal começar uma oficina de produção de games na sua escola?

Colaboração para o aprendizado

O educador que utiliza games nas classes já sai na frente, afirma Guilherme Hartung. Professor e coordenador de tecnologia da rede pública do estado do Rio de Janeiro, ele aponta que a figura do aluno passivo, que só ouve o professor expor conteúdos em sala de aula, será fatalmente extinta. Neste sentido, os jogos oferecem um diferencial por já atrair e envolver os alunos naturalmente.

Mas o projeto de Hartung é ainda mais inovador. Não satisfeito em aplicar games em sala de aula, ele colocou os estudantes para produzir seus próprios jogos! “É muito diferente quando o aluno produz os jogos. Ele vive experiências colaborativas, já que o grupo de artistas tem que entregar a arte, outro grupo tem que supervisionar a programação, e por aí vai. É uma mini-empresa colaborativa”, afirma.

É possível usar somente softwares gratuitos para replicar o projeto em outras escolas. O processo exige apenas um pouco de dedicação. “É preciso tempo para dominar as ferramentas, mas qualquer um pode aprender! Quando começamos a desenvolver jogos 3D, eu nunca tinha usado o software. Instalei-o nas máquinas e comecei a mexer nele com os alunos. Em 3 horas, já tínhamos aprendido, juntos, todas as funções básicas”, afirma.

Fonte: Portal Claro

Rede social reúne 12 milhões de alunos e professores
04/10/2012 –

A barra horizontal azul, a foto de perfil no canto superior esquerdo e a lógica de interação com conhecidos em um ambiente virtual podem parecer familiares. Sim, parece o Facebook, mas não é. A rede social Edmodo, uma das startups de educação e tecnologia que mais tem se destacado nos últimos meses, bateu a marca dos 12 milhões de usuários e agora está ampliando sua atuação.

“Nosso objetivo é ajudar educadores a aproveitar o poder das mídias sociais para customizar a sala de aula para cada estudante”, diz a Edmodo em seu site sobre sua missão. Com as palavras mágicas “mídias sociais” e “ensino customizado” como objetivo, não é difícil entender a combinação que permitiu esse crescimento vertiginoso entre os atores da educação básica. Apenas no último ano, a rede quadruplicou sua base de usuários, chegou a todos os países do mundo e passou a ser usada em quase todos os distritos norte-americanos.

Diferente do que acontece numa rede social normal, a Edmodo é um ambiente tido como “privado e seguro”, uma vez que requer que o professor, a escola ou os sistemas de ensino façam um perfil e só então é possível convidar os alunos a participar. A partir do login, a rede social permite que os professores tragam, gratuitamente, sua sala de aula para o ambiente virtual. Assim, eles podem compartilhar material multimídia, organizar fóruns, gerir projetos educacionais, estabelecer calendário de atividades, dar notas e condecorações aos alunos e acompanhar sua frequência e participação nas atividades.
Para professores brasileiros interessados em experimentar a plataforma, a Edmodo já possui as primeiras interfaces em português

“Todo o site tornou minha vida como professor mais fácil e menos estressante”, disse Taylor Hopewell, professor de artes na Califórnia ao eSchoolNews, site dos EUA especializado em educação. “Eu consigo me conectar virtualmente aos meus alunos, dar notas em um piscar de olhos, acompanhar o desempenho deles, usar melhor os recursos de papel (e ajudar o meio ambiente) e, o mais importante, os alunos interagem uns com os outros. Eles querem aprender, eles socializam uns com os outros, fazem perguntas importantes e debatem. É impressionante ver os alunos empolgados em aprender”.

Desde a última atualização da rede, ocorrida em setembro, a Edmodo passou a fazer recomendações em tempo real de conteúdo e pessoas interessantes para os professores, além de ter facilitado que eles encontrassem colegas que ensinam tópicos correlatos. (Veja vídeo em inglês que apresenta essas funcionalidades). Em março, a startup disponibilizou parte dos seus códigos para que outras empresas pudessem desenvolver aplicativos a serem usados na plataforma.

Para professores brasileiros interessados em experimentar a plataforma, a Edmodo já possui as primeiras interfaces em português. Ao se avançar pelas abas, no entanto, o texto volta a aparecer em inglês.

Fonte: Portal Porvir

Aprendizagem auto-direcionada: uma revolução na educação?
04/10/2012 –

O post do dia 11 trouxe uma pergunta de fato polêmica… ”E se as escolas não existissem?”

Fiz esta mesma pergunta quando entrei neste projeto, e mais especificamente, quando cheguei no North Star.

Você já parou para pensar nisso?

Para começar, o North Star não se denomina uma “escola”, e sim um “Self-directed Learning Center for Teens”, literalmente: Centro de Aprendizagem auto-direcionada para adolescentes, uma abordagem alternativa de educação para jovens de 12 a 17 anos que não se identificaram com o ensino fundamental tradicional.

O que mais chamou a atenção foram as sutilezas do lugar: para que o espaço não seja associado a uma escola, não há aula às quarta-feiras, dia em que os jovens são estimulados a buscar outras atividades de seu interesse.

Além disso, os alunos não são obrigados a ir ao centro todos os dias. Podem e devem optar por estar presentes de uma a quatro vezes por semana, de acordo com seu interesse pelas aulas oferecidas.

Para muitos dos professores e gestores, o North Star é mais do que um espaço de aprendizagem, é um estilo de vida transformador, um “life changing”. Conforme fui conversando com os alunos e pais me dei conta que é isso mesmo: para os familiares, Home Schooling nem sempre foi uma escolha premeditada, exigindo certas adaptações.

De todos os alunos do centro, em torno de1/3 dos presentes já vinham de um ensino alternativo. Grande parte dos outros 2/3, tiveram alguma experiência em um ensino tradicional antes de optar por este sistema de aprendizagem.

O North Star quer proporcionar aos alunos uma nova percepção e pré-concepção de aprendizagem e, assim, ajudar os pais a lidar com filhos adolescentes que não se identificaram com um ensino tradicional.

Ken Danford, diretor e co-fundador do centro, conta que trata-se de uma “Revolução Educacional”, uma forma de proporcionar aos alunos autonomia na escolha de seus aprendizados. Apesar dele mesmo ter traçado um caminho acadêmico tradicional e ter gostado do seu percurso escolar, acha que “está tudo bem” se os adolescentes não quiserem ir para a escola.

Ken, juntamente com o North Star, tem a crença de que a escola não é a única solução, mas um dos caminhos possíveis para uma pessoa aprender, se desenvolver e crescer com realização. Para eles, o mais importante mesmo é ajudar o adolescente a identificar o que quer, e assim buscar suas áreas de interesse, construindo seu saber de forma genuína.

E aí entra novamente a sutileza do Centro. Logo falaremos mais sobre a forma de ensino, o dia a dia das aulas e dos professores.

Por ora, me volto ao post do dia 11 de setembro, que questiona como seria se a escola não existisse e proponho voltarmos ao ponto 11o do Manifesto de Unschooling: 11. Pratique o “desaprender” e desafie seus pontos de vista!

Fonte: Portal Educ.Ação

Tendências para a educação nos próximos cinco anos – 2012/2017
04/10/2012 –

Que práticas pedagógicas são e serão utilizadas ao redor do mundo? Que caminhos estão sendo traçados? De que maneira a tecnologia está sendo inserida no contexto educacional?

Essas e outras perguntas norteiam uma recente pesquisa que mapeia práticas e tendências para os próximos cinco anos no contexto dos países Iberoamericanos. A edição foi realizada conjuntamente pelo New Media Consortium (NMC – http://www.nmc.org) e EDUCAUSE Initiative (ELI – http://www.educause.edu). O grupo se apresenta como “uma comunidade internacional de especialistas em educação e tecnologia composta por visionários que estão moldando o futuro da aprendizagem em grupos de reflexão, laboratórios e pesquisas”.

Resumo das tendências

O foco das análises se deu no Ensino Superior, entretanto as tendências podem ser pensadas para os outros segmentos. O relatório é tema central de artigo publicado em 10/09/2012 pela Professora e Coordenadora de EAD da PUC-RJ, Gilda Helena Bernardino de Campos (disponível em http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=81&id=995). Nele, a Educadora destacou o resumo das tecnologias que ficaram em evidência no relatório: “As tecnologias que ficaram em evidência para os próximos cinco anos foram: aplicações móveis, computação em nuvem, conteúdo aberto, ambientes colaborativos, análises de aprendizagem, aplicações semânticas, uso de tablets, cursos abertos on-line em massa, realidade aumentada, aprendizagem com base em jogos, ambientes pessoais de aprendizagem e geolocalização”.

Entendendo cada tópico

O objetivo do texto a seguir é esmiuçar um pouco mais os itens apresentados no “Relatório Horizon: 2012 Ensino Superior” para que possamos trazer para a nossa realidade (o conteúdo na íntegra se encontra no endereço eletrônico http://www.dreig.eu/caparazon/2012-Horizon-Report.pdf em língua inglesa).

Principais tendências previstas para os próximos cinco anos (2012/2017):

1 – O aluno dessa geração cada vez mais espera aprender e estudar quando e onde quiser, incluindo o acesso cada vez mais essencial das mídias sociais e redes. Isso indica a quebra da barreira física, onde a discussão vai para além da sala de aula.

2 – As tecnologias são cada vez mais baseadas em nuvem. Não importa onde o nosso trabalho é armazenado, o que interessa é que nossa informação seja acessível.

3 – O mundo cada vez mais está se tornando colaborativo, isso inclui a utilização de ferramentas como wikis, Google Docs, Skype e de armazenamento de arquivos compartilhados, incluindo Dropbox.

4 – Orientação e preparação dos alunos para o mundo em que eles vão viver e trabalhar é novamente vanguarda.

5 – A aprendizagem online, aprendizagem blended (híbrida) e modelos colaborativos são forte tendência. Os estudantes já gastam muito do seu tempo livre na internet para aprendizagem e troca de novas informações, muitas vezes através de suas redes sociais. As instituições que adotam modelos blended têm a seu favor o potencial de aprendizagem dos alunos que já possuem habilidades on-line.

6 – Nova ênfase na sala de aula baseada em desafios e experiências de aprendizagem. Tecnologias como tablets e smartphones têm agora aplicações comprovadas em instituições de ensino superior, cujos educadores lançam mão dessas ferramentas, que os alunos já utilizam, para conectar o currículo com as questões da vida real. As abordagens são decididamente mais centradas no aluno, para que este discuta e sugerira soluções para problemas locais e globais.

Fonte: Portal Educopedia

Educação financeira vira opção de negócio
04/10/2012 –

Uma boa educação financeira sempre foi considerada a melhor forma de lidar bem com o dinheiro. Mais recentemente, virou uma alternativa para ganhar dinheiro. E não se trata de investimentos. Estamos falando de empreendedorismo.

A educação financeira tornou-se uma oportunidade de negócio. Quem quiser faturar vendendo cursos ou livros sobre o assunto pode recorrer a, pelo menos, duas empresas de franquia que oferecem modelos distintos de estratégia comercial, a catarinense Mais Educa e a paulista DSOP. A proposta da primeira é baseada na venda de cursos de organização financeira e de investimentos. Na DSOP, o modelo de negócios se baseia, principalmente, na venda de seus próprios livros.

Lançada comercialmente no primeiro semestre, a Mais Educa optou por uma estrutura de microfranquias. Com R$ 10 mil, o candidato a empreendedor compra um pacote que inclui treinamento, material didático (apresentações digitais e em vídeo), apostilas para os alunos e também apoio para divulgação. No treinamento, os futuros empresários aprendem noções de didática e também de administração e gestão financeira do negócio.

Os sócios da franqueadora de Blumenau têm planos ousados. Quando perguntado sobre as metas da empresa, o diretor-geral João Henrique Cristofolini afirma, sorridente: “Queremos um Brasil melhor”. Em um tom mais grave, próprio de um empresário, o jovem explica que o objetivo é estar em todos os Estados. A depender dos resultados preliminares do projeto, parece prudente não descartar o sonho dos jovens empresários. Num prazo de apenas dois meses, eles fecharam 12 franquias em Santa Catarina, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O número é o dobro do que eles consideravam possível e importante por ter sido conquistado antes mesmo do lançamento nacional do projeto em São Paulo, no fim de setembro.

Também no fim do mês passado, a DSOP reestruturou e relançou a sua rede de franquias. No modelo de negócios, o franqueado fatura vendendo os livros da empresa – são 15 didáticos e 10 de autoajuda financeira. A empresa de educação financeira e editora de livros, criada em 2008 pelo empresário e escritor Reinaldo Domingos, oferece três opções para o candidato a franqueado: educador, franquia individual e franquia de negócios. Na primeira, o futuro educador paga R$ 5 mil pelo licenciamento, treinamento e pelo material, que inclui um “pen drive” com as apresentações para palestras e vídeos de apoio. O educador tem 20% de desconto sobre os livros.

Para comprar uma franquia individual, o empreendedor paga R$ 10 mil, recebe 30% de desconto sobre o preço dos livros da DSOP e paga 3% de royalties sobre os livros vendidos. Para contratar uma franquia de negócios, o desembolso é de R$ 30 mil. O franqueado recebe um desconto de 40% no preço dos livros e paga royalties de 4% sobre o volume vendido. Além de ter um maior desembolso, o franqueado de negócios tem também mais responsabilidade. Ele atuará como um multiplicador da DSOP na captação de novos empreendedores e educadores e na distribuição de livros. “Será líder na região ou na cidade onde estiver localizada”, explica Domingos, contador e sócio-fundador da Confirp, empresa de contabilidade.

Esse será o papel da economista Patricia Godoy, uma das mais novas franqueadas de negócios da DSOP. A economista do Pará decidiu montar o negócio com o marido Manuel Godoy Filho, dono de uma pequena construtora, em busca da independência financeira da família. “Há muitas famílias falidas e precisando reorganizar as finanças”, afirma a empresária, prevendo uma grande demanda. Com o novo modelo de franquias, a meta do fundador da DSOP é aumentar de 245 para 345 o número de educadores licenciados e chegar a 50 franquias de negócios e 100 franquias individuais até dezembro deste ano. Para contribuir na disseminação da profissão, Domingos lançou, também no fim de setembro, uma associação nacional da categoria, a Abefin. “O objetivo é proteger e regular a profissão do educador financeiro”, afirma o empresário.

Assim como na DSOP, os candidatos a educadores financeiros da Mais Educa também não precisam ter formação superior na área econômica ou financeira. O requisito é fazer o treinamento, incluso no pacote das franquias, e seguir à risca o que diz o material didático. Todo o conteúdo da franqueadora catarinense é baseada em best-sellers da administração financeira e orçamentária. Já foram transformados em cursos cinco livros do autor Gustavo Cerbasi, como “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, e três livros de Maurício Bastter, entre eles “Investindo em Ações”.

“A ideia é pegar os livros de maior sucesso e transformá-los em cursos”, afirma Cristofolini. Mas por que valeria a pena comprar o curso e não apenas ler o livro? Cristofolini e os sócios, Alessandro Griep e Eduardo Lara, argumentam que a troca de experiências com os colegas e com o professor em sala de aula é muito mais enriquecedora do que a leitura solitária dos best-sellers. Além disso, o aluno pode utilizar algumas ferramentas de organização financeira sob a supervisão da Mais Educa por 30 dias depois de concluído o curso.

Fonte: Valor Econômico

Educação 3.0: estamos prontos?
04/10/2012 –

O saudoso e visionário educador Paulo Freire, que nos deixou em 1997, já havia profetizado as transformações pelas quais a pedagogia passaria a partir da adoção de uma educação colaborativa: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo“.

Luciana Maria Allan

Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, a transmissão do conhecimento vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital e não contava com recursos de interação e colaboração capazes de conectar mestres, estudantes e a sociedade civil de uma forma geral, independente de formação, cultura ou nação onde vivem.

Com tantas ferramentas à disposição para aprender e compartilhar, a Geração Y está exigindo das escolas uma veloz revolução nas metodologias de ensino capazes de sedimentar uma estrada sólida para a Educação 3.0, termo que vem sendo amplamente disseminado por pensadores como o americano Jim Lengel, professor da Universidade de Nova York, que, entre outros fatores, define esta nova escola como uma instituição na qual “alunos e professores produzem em conjunto, empregam ferramentas apropriadas para a tarefa e aprendem a ser curiosos e criativos”.

O termo Educação 3.0 foi usado pela primeira vez em 2007 pelo professor Derek Keats, da Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo (África do Sul), para definir o uso e o impacto na educação do aprendizado colaborativo e personalizado, a reutilização de conteúdos de aprendizado e o reconhecimento do aprendizado através de métodos formais ou informais.

O conceito também mobiliza uma comunidade on-line para líderes educacionais em todo mundo: a GETideas.org, criada pela Cisco Global Education, que enxerga a Educação 3.0 como uma visão holística e transformadora dos processos educacionais.

Um programa global pioneiro do British Council, batizado de Connecting Classrooms, é um excelente exemplo de como a educação do Século XXI pode derrubar fronteiras através do uso das tecnologias digitais. O projeto, que está abrindo inscrições para instituições educacionais de todo mundo, visa formar cidadãos com uma visão mais global acerca da realidade de outros países e, assim, prepará-los melhor para os desafios futuros.

Para isso, o projeto conecta e estimula a troca de experiências e conhecimento entre estudantes dos ensinos fundamental e médio dos quatro cantos do planeta através de um sistema de parceria entre as escolas. Todas as atividades são baseadas em eixos temáticos relacionados à cultura e sociedade locais e utilizam ferramentas digitais. A interação entre as escolas dos 51 países participantes, entre eles Brasil, Alemanha, China, Espanha, Índia, Líbano, Marrocos e Nigéria, é feita a partir de uma plataforma tecnológica própria e o idioma oficial para compartilhar as tarefas é o inglês.

Preparar os estudantes desta nova geração para o mercado de trabalho irá exigir – e já está exigindo – uma nova postura dos educadores orientada para a Sociedade do Conhecimento, que, entre outros princípios: busca desenvolver alunos engajados, motivados e prontos para enfrentar os desafios de hoje e do futuro; enxerga o aprendizado como uma ação continuada, que não se restringe às oportunidades apresentadas pelo professor; acredita que o aprendizado é para todos e ninguém deve ser excluído; reconhece que as pessoas aprendem de forma diferente; e provê uma infraestrutura necessária para o aprendizado, que ainda é físico, mas cada vez mais virtual.

Repensar os modelos pedagógicos e o tradicional formato das salas de aula, onde o professor era o único detentor do conhecimento, é tão urgente quanto simplesmente investir na implementação das tecnologias digitais. É preciso, antes de mais nada, preparar nossos professores para lidar com esta nova geração, que hoje já não precisa mais ir às bibliotecas ou carregar livros pesados para ter acesso à novas informações.

Nesta nova realidade pedagógica, o professor não somente ensina, mas, principalmente, aprende. Ele deve estar pronto para lidar com alunos cada vez mais conectados e informados e que, muito mais do que mestres, querem encontrar mentores capazes de facilitar o processo de aprendizado e aptos a direcioná-los para solução de problemas que irão enfrentar para construir uma sociedade melhor.

A evolução da Sociedade do Conhecimento nos leva a uma outra citação de Paulo Freire: “Ninguém ignora tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. Anote aí e boas aulas!

Fonte: Portal Instituto Ayrton Senna

Realidade aumentada torna aula de anatomia palpável
04/10/2012 –

Tecnologia e educação, não é de hoje, andam juntas. O retroprojetor, o videocassete e até mesmo, quem não se lembra, o mimeógrafo já foram recursos inovadores algum dia. Agora, a bola da vez são as tecnologias interativas, como a RA ou realidade aumentada, recurso que projeta para o espaço físico elementos virtuais interativos que tornam o aprendizado mais interessante. Na educação, ainda que timidamente, a RA vem sendo usada como forma de tornar alguns conteúdos educacionais mais próximos dos alunos, por exemplo, em aulas de anatomia, no estudo da estrutura de prédios e ainda no treinamento de procedimentos médicos.

“No Brasil, ainda estamos em fase de pesquisas em laboratório, com poucas aplicações em sala de aula. No exterior, é mais fácil encontrar exemplos”, afirma Romero Tori, especialista em tecnologias interativas pela USP (Universidade de São Paulo), que se apresenta no Inova Educa 3.0, evento que acontece nesta segunda-feira em São Paulo.

Atualmente, Tori está desenvolvendo ferramentas de realidade aumentada para o ensino de anatomia, no treinamento de procedimentos médicos e odontológicos nos centros de pesquisa que coordena, como o Interlab (Laboratório de Tecnologias Interativas) na USP, além do programa de iniciação científica e do grupo de pesquisa em tecnologia aplicada no Senac.

Um desses experimentos, usado no ensino de várias disciplinas, é o livro em 3D. Como uma publicação normal, ele pode ser folheado com as mãos, mas o conteúdo, em vez de estar escrito no papel, é projetado sobre as páginas. Outro exemplo é o projetor de raio-x virtual, que permite observar as estruturas internas de prédios, máquinas e outros objetos. “Este projetor permitirá que alguns estudantes de engenharia visitem uma obra e observem detalhes das estruturas, em vez de fazê-lo por meio de plantas ou imagens [em papel]”, explica.

Mais um dos recursos tecnológicos em estudo é a criação de um atlas anatômico 3D, que permite que os estudantes manipulem, por exemplo, pedaços do corpo humano ou dentes, como se estivessem nas suas mãos. Além disso, há ainda um sistema que simula uma agulha de punção ou de injeção para treinamento médico. “No momento, estamos testando com a simulação de punção de mama e anestesia bucal”, afirma.

De acordo com o especialista, as tecnologias interativas permitem que alunos passem a ser mais ativos no processo de aprendizagem, deixando de ser consumidores para se tornarem produtores de conteúdo. “Por estarem mais próximos da realidade e do interesse dos alunos, [as tecnologias interativas] possibilitam uma maior motivação e participação. Muitos recursos têm custo mínimo, já existem programas gratuitos e que podem trabalhar com material reciclável e barato, como cartolina”, diz.

Rede pública

Na rede pública, outro exemplo de tecnologia interativa vem sendo utilizado no colégio estadual Embaixador José Bonifácio, em Petrópolis, Rio de Janeiro. Desde 2009, o professor Guilherme Hartung está utilizando a realidade aumentada para ensinar biologia, ciências, física, além da criação e modelagem de jogos educativos aos estudantes de ensino médio, como já mostramos em uma matéria do Porvir. “Sem demérito ao seu trabalho, pelo contrário, posso dizer que não há grandes dificuldades tecnológicas para promover atividades como essa”, conta Tori.

Segundo ele, muitas vezes, a desmotivação dos professores é reflexo da falta de apoio e incentivo à implementação dessas novas tecnologias. Há, no entanto, outro obstáculo anterior e maior. “O desconhecimento e o preconceito relativo a novas tecnologias por parte de muitos professores e pedagogos”, diz.

O especialista afirma que a escola não pode criar um cenário diferente daquele que é vivenciado pelos alunos. Ao contrário, precisa aproveitar a motivação que as crianças e os jovens têm com as novas tecnologias para usá-las como aliadas, em vez de tentar proibi-las. “Hoje, mesmo alunos de baixa renda possuem acesso a celular e internet, ainda que em lugares públicos. Participam de redes sociais, tuítam, assistem a filmes no Youtube. Essa é a realidade de grande parte da população de jovens”, afirma.

Para Tori, é preciso que os responsáveis pela educação pública – diretores, coordenadores e professores – se conscientizem de que a realidade dos alunos que chegam à escola hoje é muito diferente. “Precisamos pensar com a cabeça de século 21, não de século 20 ou, pior, século 19, como, infelizmente, algumas escolas ainda pensam.”

 Fonte: O Estado de São Paulo

Sala de aula invertida chega a médicos de Stanford
04/10/2012 –

Charles Prober, diretor da Escola de Medicina de Stanford, está convicto: “Está na hora de mudarmos a forma como educamos nossos médicos”. Por isso, a instituição está incentivando seus professores, alguns dos mais renomados do mundo em determinadas especialidades médicas, a aposentarem a boa e velha aula expositiva teórica e passarem a adotar o chamado flipped classsroom, ou sala de aula invertida. O método, que tem se tornado comum na educação básica, defende que os alunos se dediquem aos conteúdos mais densos em casa – por meio de leituras tradicionais, videoaulas on-line ou outros materiais interativos – para que o momento de sala de aula fique liberado para discussões mais aprofundadas, trabalhos em grupo ou em campo.

A iniciativa de Stanford, chamada de Smili (Stanford Medicine Interactive Learning Iniciatives), reúne em um site informações sobre como a geração Y aprende e que recursos os professores têm à disposição para produzir material interativo e videoaulas. A universidade diz que a última grande revolução na formação dos futuros médicos aconteceu em 1910 e, de lá para cá, muito pouco avançou. Em contrapartida, dizem eles, os cuidados com a saúde passaram a demandar um trabalho muito próximo com profissionais de diferentes áreas para resolver os problemas dos pacientes, que têm se mostrado muito complexos para serem resolvidos por apenas uma disciplina.

“A tentativa de tornar o ensino da medicina mais interativo faz parte de um esforço maior para alinhar o currículo a um ambiente de assistência médica e às novas formas pelas quais os estudantes aprendem”, afirma a instituição pelo site da iniciativa. E sobre os novos recursos disponíveis, as videoaulas estão entre os mais estimulados. “As novas tecnologias de dentro e de fora da sala de aula abriram novas oportunidades para o ensino. A tecnologia de vídeo, por exemplo, se tornou muito fácil de ser usada, e agora permite que professores criem vídeos com quizzes e outras atividades interativas inseridas neles”.

Alguns vídeos serão feitos com a assistência da Khan Academy, que já está envolvida com outros projetos de Stanford, como a Class2Go. “A missão da Khan Academy realmente tem ressonância: educar qualquer um, em qualquer lugar e de graça. Eu quero compartilhar o que fizermos com mais gente possível, sem fins lucrativos. Se isso ajudar a elevar o nível da educação, vai ser ótimo. Essa é a nossa missão”, disse Prober ao Stanford News. Ele espera que, no futuro, as aulas produzidas pela Escola de Medicina de Stanford possam ser compartilhadas com outras instituições.
Nós estamos empacotando conhecimento, mas o vídeo não é o conhecimento de verdade. Empurrar fatos para as pessoas não é ensinar. O aprendizado é entender esses fatos em sessões interativas e ricas de aprendizagem

Com os vídeos, a universidade espera conseguir um maior engajamento dos alunos, que podem acessar o material conforme seu ritmo de estudo. Isso permite que estudantes com dificuldades possam retomar pontos de interesse ou até mesmo revisar assuntos básicos quando já estiverem em anos mais avançados. Para o professor, em vez de fazê-los repetir, ano a ano, as mesmas explicações, ele pode selecionar uma série de vídeos com suas melhores apresentações e torná-las disponíveis para todos os seus alunos.

Os professores interessados em começar a experimentar o novo modelo podem, pelo site, receber algumas dicas. Nas orientações gerais, Stanford sugere que os vídeos sejam objetivos, tenham entre 8 e 15 minutos e sempre indiquem material complementar para quem quiser se aprofundar em algum ponto específico. O que será mostrado na tela varia conforme a preferência do professor – pode ser do próprio professor explicando o tópico, a captura de imagens de tablets ou os dois. O site já conta com alguns exemplos de cursos montados a partir dessa abordagem mais interativa.

Apesar de incentivar as videoaulas, o diretor Prober diz que eles são apenas o primeiro passo nesse novo aprendizado e ressalta a importância dos momentos de interação em sala de aula: “Os vídeos não são o fim da linha. Eles são uma forma de criar um produto útil para os estudantes”, disse ele. “Nós estamos empacotando conhecimento, mas o vídeo não é o conhecimento de verdade. Empurrar fatos para as pessoas não é ensinar. O aprendizado é entender esses fatos em sessões interativas e ricas de aprendizagem.”

Com Stanford News

Fonte: Portal Porvir

Fracassados somos todos: A Educação Proibida
04/10/2012 –

Com mais de 4 milhões de acesso no Youtube o filme argentino La Educación Prohibida (Twitter: @edprohibida) está se tornando uma grande referência para todas aqueles não satisfeitos com o sistema educacional atual.

Dirigido por Germán Doin Campos, um jovem de apenas 24, o filme é inspirado em contradições que ele mesmo foi observando e registrando durante seu recente processo educativo.

Para nós brasileiros, o filme é muito pertinente, não apenas por serem as realidades culturais e socioeconômicas argentinas muito parecidas às do Brasil, mas porque seu foco recai sobre uma realidade ocidental e latina da educação primária vigente.

O filme é bem longo, dura 2 horas e meia. Tem um enredo um pouco repetitivo e às vezes intelectualmente infantil. Mesmo assim, é interessante por contestar algo tão básico como a educação atual.

Para quem não tem tempo ou não gosta tanto assim do assunto, me atrevi a fazer um pequeno resumo para os leitores deste blog. O resumo inclui interpretações minhas (me segurei, mas não consegui apenas descrever o que assisti).
La Educación Prohibida

La Educación Prohibida

Segundo o filme, a sistema atual de educação gera uma série de problemas sociais e psicológicos nas pessoas. Isso se dá por conta de um dogma, estabelecido ao longo do tempo, que pressupõe que só podemos quantificar o quanto aprendemos sobre um assunto através de exames e notas.

Essa forma de medir o aprendizado gera enormes conflitos cognitivos nas crianças e nos adolescentes, por impor um exagerado grau de competição entre eles. Invariavelmente, SEMPRE se termina comparando o melhor com o pior, de forma que SEMPRE, alguém vai ter que se sentir diminuído frente aos demais. Deste modo, como regra, SEMPRE haverá ganhadores e perdedores. Como consequência disso, o rendimento escolar acaba determinando a qualidade de uma pessoa na sociedade e seu acesso a muitos cargos e funções (privadas ou públicas).

Assim, considera-se um fracassado aquele que não conseguiu entrar ou terminar uma boa faculdade ou que não conseguiu encontrar um bom emprego (um emprego que pague bem). Por outro lado, considera-se uma pessoa de sucesso aquela que conseguiu tirar boas notas, terminar muitos estudos e obter um bom emprego (que pague bem).

Na realidade, o sistema está simplesmente medindo o quão adaptável uma pessoa se torna ou não ao próprio sistema. Quem não se encaixa é praticamente descartado à força. Assim, o sistema educacional atual gera pessoas que se autoenganam desde jovens, forçadas a estarem felizes com coisas que não as fazem felizes.

Gostei muito do comentário do Professor Pablo Lipnizky, do colégio colombiano Mundo Motessori (no minuto 9 do filme): “Todo mundo fala de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam apenas para a competição e a competição leva à guerra.”

O mais paradoxal disso tudo é que todas as iniciativas educacionais de governos e escolas se dizem educar para a igualdade, a cooperação, a liberdade, a paz, a solidariedade, etc. Mas na realidade, a estrutura básica do sistema educativo ocidental promove justamente o contrario: a competição, a desconfiança, o desrespeito, a violência emocional, o individualismo, etc.

Por quê? Segundo o filme, talvez por causa da origem do sistema educacional atual. Nascido na Prússia do século 18, a educação infantil obrigatória foi criada propositalmente inspirada no modelo militar. O objetivo era gerar uma massa de pessoas obedientes e competitivas, dispostas a ir para a guerra a qualquer momento. E para facilitar sua administração, as escolas se desenvolveram à imagem e semelhança de uma fábrica ou até mesmo de um presídio, com sirenes, filas e castigos por mal comportamento.

Ou seja, o sistema educacional vigente reflete antigas estruturas políticas ditatoriais e não apontam para uma sociedade democrática de fato. Infelizmente, esse foi o modelo que se espalhou pela Europa e depois pelas Américas.

Assim, fracassados somos todos os que compactuamos direta ou indiretamente com esta verdadeira máquina de subjugar crianças e adolescentes.

Parabéns a todos que se produziram e colaboraram com o filme. Fica aqui meu grãozinho de areia ao divulgá-lo nas páginas do blog.

http://blogs.estadao.com.br/a-educacao-no-seculo-21/fracassados-somos-todos-a-educacao-proibida/
Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

Educação 3.0 traz desafios para escolas
05/10/2012 –

“A disponibilidade de informação e comunicação 24X7 enriquece o relacionamento entre aluno e professor, mas somente se ambos aproveitarem as vantagens e aprenderem a utilizar os recursos tecnológicos para fins acadêmicos sérios”.

Jim Lengel – Professor da Universidade de Nova York

A declaração é de Jim Lengel, consultor e professor da Universidade de Nova York especialista em Educação 3.0, que estará em São Paulo, no próximo dia 1o de outubro, para participar do Congresso InovaEduca3.0 e debater suas ideias sobre a escola contextualizada no mundo em que vivemos e as transformações que as novas tecnologias estão realizando nos processos de ensino e aprendizagem e nas relações professor-aluno.

Lengel enumera seis pilares que definem uma Escola 3.0: nela, os estudantes trabalham em problemas que valem a pena ser resolvidos (problemas que afetam a comunidade onde vivem); os estudantes e professores trabalham de forma colaborativa; os alunos desenvolvem pesquisas auto direcionadas; os estudantes aprendem a como contar uma boa história; os estudantes aplicam ferramentas adequadas para cada tarefa; e os estudantes aprendem a ser curiosos e criativos.

Confira os principais trechos da entrevista:

1) Como o senhor define a Educação 3.0? Qual a diferença básica dela para a
educação tradicional?

Jim Lengel – A Educação 3.0 tem como princípio preparar os alunos para o mundo de hoje e de amanhã, para que estejam prontos para atuar em universidades e empresas que exigem pessoas inteligentes e curiosas, capazes de descobrir as coisas por si mesmas e aptas a tirar o máximo partido das tecnologias de informação e comunicação.

A Educação 2.0 – que a maioria das escolas de todo o mundo está praticando atualmente – foi projetada para preparar os alunos para um local de trabalho industrial e uma mentalidade que não existe mais.

As principais diferenças são visíveis na sala de aula e nas mentes dos alunos:

Na Educação 2.0 os alunos sentam em grandes grupos e todos fazem a mesma coisa, ao mesmo tempo. Na Educação 3.0 os alunos trabalham em muitos grupos diferentes, cada um fazendo uma coisa distinta, contribuindo para o sucesso do trabalho do grupo.

A Educação 2.0 mede o sucesso pelo “domínio de um conjunto restrito de rotinas e tarefas cognitivas que foram importantes para o trabalho industrial, nas fábricas. A Educação 3.0 mede o sucesso dos alunos pela curiosidade, coragem, personalidade e capacidade de colaborar em pequenos grupos para resolver problemas complexos.

2) Qual o papel do professor, na educação 3.0? Pode se dizer que é mais importante que no formato tradicional?

Jim Lengel – Muito mais importante. O professor não é mais simplesmente um transmissor de conhecimento e guardião da ordem como na Educação 2.0; na Educação 3.0 os professores desenham e gerenciam um complexo conjunto de projetos, estudantes, e atividades que mudam frequentemente. E trabalha em estreita colaboração com outros professores e outros profissionais da universidade e do mercado de trabalho para garantir que o projeto dos alunos seja apontado para direção certa.

3) Somente o acesso às tecnologias mais modernas possibilita colocar em prática a educação 3.0? Ou é preciso ainda uma transformação na postura de quem ensina e de quem aprende?

Jim Lengel – Desde que a tecnologia da informação em rede mudou o local de trabalho e a universidade e tornou-se um componente essencial para o mundo moderno, devemos preparar os alunos para esta nova realidade. Isso significa uma mudança na maneira de ensinar, os materiais que utilizamos e as formas que aprendemos. Livros de papel, folhas de papel e lápis e as outras tecnologias da Educação 1.0 e 2.0 devem dar lugar às tecnologias muito mais eficientes e interessantes que o mundo já está usando em outras áreas.

4) Quais habilidades são mais desenvolvidas na Educação 3.0?

Jim Lengel – A Educação 3.0 desenvolve as competências necessárias para o mundo moderno de pesquisa e trabalho: curiosidade, pensamento rápido, busca de ideias, trabalhar em um grupo colaborativo, integrar ideias de várias disciplinas, e uma compreensão das ideias principais que explicam a condição humana e o progresso.

5) Como a Educação 3.0 pode impactar a educação no Brasil?

Jim Lengel – Muitas escolas no Brasil já praticam os princípios da Educação 3.0, buscando um alinhamento com as necessidades dos locais de trabalho e preparando os alunos para o futuro do Brasil, ao invés de seu passado. Mas muitas escolas seguem um modelo europeu ou americano industrial de escolaridade, que pode ter sido útil há 50 anos, mas é irrelevante para os tipos de cidadãos que o Brasil precisa formar para avançar. Cada escola no Brasil precisa repensar e redefinir o tipo de cidadão que quer produzir – e então redesenhar a escola para desenvolver esses tipos de pessoas.

6) Acredita que o Brasil está preparado para esta revolução educacional? Você conhece algum caso brasileiro de Educação 3.0?

Jim Lengel – O Brasil já está evoluindo do ponto de vista educacional. O País está fazendo grandes investimentos na educação, desenvolvendo novas capacidades, especialmente no ensino secundário e universitário, para preparar seus cidadãos para uma economia moderna e uma democracia participativa. Grupos educativos, tais como o SENAI em Santa Catarina, estão projetando novas escolas em torno dos princípios da Educação 3.0, bem como programas de formação de professores no Estado de São Paulo estão preparando educadores com habilidades importantes no ensino e aprendizado digital.

7) Como as novas tecnologias e as tecnologias digitais estão transformando as relações entre professores e alunos?

Jim Lengel – As novas tecnologias digitais trouxeram aos professores novos canais para interagir e ensinar seus alunos através de diversas ferramentas, como poderosas apresentações multimídia, podcasts, troca de mensagens online, fóruns virtuais e a publicação e compartilhamento de arquivos em multimídia. As tecnologias dão aos estudantes acesso não apenas às ideias e informações produzidas por seus professores, mas à bibliotecas on-line repletas de material acadêmico, alguns dos quais seus professores nunca tiveram acesso. A rede também oferece mais canais para que possam estabelecer debates com seus professores e colegas. A disponibilidade de informação e comunicação 24/7 enriquece o relacionamento entre aluno e professor, mas somente se ambos aproveitarem as vantagens e aprenderem a utilizar os recursos tecnológicos para fins acadêmicos sérios.

8) Qual será o impacto dessas novas tecnologias nas escolas e nas salas de aula?

Jim Lengel – Se for empregada para tirar sua melhor vantagem, a tecnologia digital deixa a sala de aula mais viva, instigante, rica e profunda. O professor apresenta uma ideia ilustrada por imagens, som, voz e música; os alunos acompanham a aula em seus dispositivos móveis, com links para conteúdos referenciados, estimulando que façam perguntas mais profundas e discutam temas complexos com seus pares. E, após a aula, a aprendizagem continua: os estudantes pesquisam e criam suas próprias soluções e apresentações, muitas vezes junto com um grupo de estudo virtual. E muito do que é apresentado hoje na sala de aula, como a dissertação e exposição dos conteúdos pelo professor, será acessado em casa ou no ônibus pelos estudantes, reservando-se o tempo de aula para lidar com os pontos difíceis.

9) Como imagina que uma sala de aula será em 5 ou 10 anos? Acredita que ainda teremos salas de aula tradicionais, como temos hoje? Poderia descrever como visualiza as salas de aula no futuro?

Jim Lengel – As escolas que funcionaram na Educação 3.0 inventaram espaços de aprendizagem muito diferentes das salas de aula típicas de hoje. Em vez de 30 cadeiras, um quadro negro e a mesa do professor, estas escolas realizam suas atividades escolares em uma variedade de configurações: uma sala de aula grande com recursos de multimídia, uma sala de reunião pequena com uma dúzia de pessoas ao redor de uma mesa, uma sala com mesas redondas onde 4 ou 5 estudantes trabalham em um problema em conjunto, uma biblioteca com poucos livros, mas muitas cadeiras confortáveis e bibliotecários preparados para ajudar nas novas formas de pesquisa online. Não apenas o espaço físico, mas haverá mudanças no cronograma também, com horários alternativos e mais independentes.

10) Quais são suas dicas para que nossos professores estejam mais preparados para lidar com os alunos dessa nova geração?

Jim Lengel – Em primeiro lugar, aprendam a utilizar as novas tecnologias. Todos os dias, para tudo que puderem, assim como seus alunos fazem. Em segundo lugar, empreguem a tecnologia no ensino onde seja apropriado e incentivem seus alunos a usar a tecnologia para seus trabalhos escolares. Em terceiro lugar, modifiquem suas metodologias de ensino tirando proveito do que as tecnologias oferecem para facilitar a aprendizagem. Os principais desafios para avançar na Educação 3.0 são a tradição e a falta de visão. Você precisa impor uma visão convincente do que uma escola deve ser, a fim de superar a influência do “jeito que costumava ser.”

11) O senhor lançará um livro sobre Educação 3.0. Pode nos falar um pouco sobre esta obra?

Jim Lengel -Meu livro, Educação 3.0, está na gráfica da Universidade de Columbia, em Nova York. Ele descreve o trabalho de dezenas de escolas e como elas construíram suas próprias versões de Educação 3.0, além de fornecer um processo de 7 passos para qualquer escola se transformar para o novo modelo. O livro estará disponível em papel e em formato digital.

12) Existe algo que gostaria de destacar sobre Educação 3.0 e, especificamente, sobre sua visita ao Brasil e sua visão sobre a educação brasileira?

Jim Lengel – Na escola 3.0 o aluno raramente entrega seus trabalhos em papel. Em vez disso, mantém um portfólio online, uma coleção de trabalhos que fornecem evidências de aprendizagem para os professores e pode ser usado posteriormente para a admissão para a faculdade ou entrevista de emprego. Na educação 3.0 o aluno é o foco de nossos esforços educativos e eles sabem que serão recompensados pela descoberta de novos padrões e relacionamentos.

As escolas do Brasil do futuro não devem seguir necessariamente modelos das escolas americanas, europeias ou asiáticas. O Brasil precisa desenvolver seu próprio modelo para a Educação 3.0 para preparar e formar os trabalhadores e cidadãos que precisa para dar continuidade ao seu crescimento.

Fonte: Portal Instituto Ayrton Senna

 

 

Rede social quer aproximar jovens de instituições de ensino e de empresas
05/10/2012 –

Lançado há um mês, Bizut reúne características de LinkedIn e Facebook.

Breno Pires, especial para o Estadão.edu

Uma rede social para a vida profissional, que mistura elementos do LinkedIn e do Facebook, com a finalidade de aproximar jovens, instituições de ensino e empresas. Essa é a proposta do Bizut (www.bizut.com.br), plataforma online gratuita em que jovens poderão receber orientação, concorrer a oportunidades de trabalho e ter aulas e notícias voltadas para a busca por emprego.

O Bizut foi criado para um público que vai desde a adolescência até o fim do período de universidade. Um dos principais objetivos é dar visibilidade a quem não tem experiência. Outra prioridade é oferecer informações sobre instituições de ensino e o mundo acadêmico.

Na plataforma, os usuários montam um perfil, que pode ter fotos, vídeos e um currículo acadêmico e profissional. Esse perfil pode ser enriquecido com o envio de arquivos de texto, PDFs e apresentações de slides de trabalhos realizados, dentro ou fora do ambiente de estudos, como espécie de portfólio. Também é possível adicionar amigos, compartilhar links e comentar nas postagens de outros usuários, em uma interação inspirada no Facebook, incluindo o botão “Gostar!”, versão do “Like” da rede social norte-americana.

O portal oferece vagas de estágio e emprego, a que o usuário pode se candidatar. Empresas também podem selecionar candidatos em potencial mesmo que eles não concorram formalmente à vaga.

Existe ainda um espaço criado especificamente criado para as instituições de ensino, em que elas poderão ter acesso a alunos e recém-formados e fazer divulgação.

“O Bizut é um guia de profissões e universidades e expõe oportunidades profissionais, cursos e alternativas de especialização, com aulas online sobre os mais diversos temas e matérias, permitindo, também, interação entre aluno e professor”, afirma Anderson Nabuco, idealizador do projeto.

Nabuco já trabalhava com recrutamento e seleção para empresas e decidiu criar o Bizut porque percebeu uma brecha na área de buscas de pessoas com pouca experiência. “O Bizut nasceu a partir da percepção da carência de uma ferramenta de busca de pessoas que ainda não tenham uma história para contar.”

O fundador afirma que algumas multinacionais estão em fase de fechamento de contrato de parceria com o Bizut. Segundo ele, uma das que vai utilizar a rede social é White Martins, que oferecerá 30 vagas de estágio.

Cerca de R$ 3 milhões foram investidos até aqui no projeto, de acordo com o idealizador. A equipe do portal é formada por 20 pessoas, de diversas áreas, como administração, economia e psicologia. Elas selecionam e publicam o conteúdo dos temas pertinentes.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

Como as revoluções no mundo do livro podem impactar a educação comentários
05/10/2012 –

Novos formatos, novas maneiras de ler e muitos desafios. Quem trabalha com educação – e livros – diariamente, precisa acompanhar de perto as revoluções em curso no mundo editorial. O tema está em foco na Bienal do Livro de São Paulo, que na última sexta-feira (10) convidou o público a refletir sobre como aproveitar as vantagens e também os riscos das transformações.

“O importante é pegar a energia destas revoluções e usá-las ao seu favor, e não ser engolido por elas”, afirmou Andrew Lowinger, CEO da The Copia, empresa que desenvolve soluções para e-books. Para ele, no que se refere ao mercado dos livros, a grande revolução não está nos novos formatos, ou aparelhos digitais para a leitura, mas sim na forma como as pessoas leem. Se antes a leitura era uma atividade solitária e passiva, hoje tornou-se interativa.

“As pessoas querem comentar um livro antes de lê-lo”, brincou Lowinger. Diante deste cenário, ele se opõe à simples transposição de títulos impressos para versões digitais. Uma preocupação levantada no debate “A Revolução Digital: Como aproveitar suas vantagens e evitar seus riscos” dizia respeito à ausência de deepreading. Segundo o americano, faltaria densidade e concentração para apreensão dos conteúdos, ainda que a quantidade de leitura esteja aumentando com o tempo. Para Lowinger, no entanto, o processo digital abre as portas para uma aprendizagem mais eficiente dos conteúdos através da interatividade.

Facilidade no acesso aos livros

Além da interatividade, o acesso a livros e conteúdos vem sendo gradualmente facilitado pelos formatos digitais. Russ Grandinetti, um dos idealizadores do Kindle, relembrou, em outra palestra realizada também na sexta-feira, que o principal conceito do leitor da Amazon é permitir, a longo prazo, o acesso a qualquer livro do mundo em 60 segundos.

E este acesso facilitado deve ter impacto positivo nos índices de leitura, como indica pesquisa da própria Amazon, segundo a qual os usuários de Kindle dos Estados Unidos leram 3,3 vezes mais livros no primeiro ano de uso do leitor.

No entanto, os livros agora enfrentam outro tipo de concorrência. “Antes, as pessoas iam até uma livraria ou biblioteca para escolher o livro que iam ler. Hoje, elas chegam do trabalho e têm algumas horas para descansar. Elas precisam escolher entre ler um livro, ver um filme, ou jogar Angry Birds. Temos que tornar os livros atraentes para competir com estas opções”, afirmou Grandinetti.

Uma das necessidades que ele levantou, ainda, diz respeito à agilidade das publicações quando o meio é digital. “Já temos algumas experiências de autores que prepararam ensaios e textos longos a respeito de eventos que aconteceram semana passada. Ninguém vai querer ler um ensaio longo a respeito do desempenho dos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Londres daqui a seis meses. Isto precisaria ser publicado semana que vem”, exemplificou.

A questão dos custos de livros digitais também apareceu nas discussões. Russ Grandinetti afirmou que os consumidores se sentem insultados se encontram um livro impresso mais barato que um digital. Para ele, a redução de preços é uma boa solução para lutar contra a pirataria: “A indústria fonográfica brigou contra os formatos digitais e não se adequou, no primeiro momento, a esta nova realidade. E aí a pirataria aumentou muito”, lembrou.

Está pensando em escrever ou editar um livro digital? Tenha em mente algumas informações importantes:

– Disponibilidade: as pessoas precisam ter facilidade em encontrar, baixar e pagar pelos livros.

– Preço: os livros impressos não podem ser mais baratos que as versões digitais, ou o consumidor não se sentirá confortável.

– Experiência: os leitores digitais permitem diversos complementos ao texto que podem – e devem – ser explorados.

– Detalhes: através de metadata, por exemplo, a editora ou o escritor pode criar maneiras de perceber como as pessoas estão lendo, fornecendo assim mais subsídio para novas versões ou títulos.

Impactos na educação

As mudanças na forma como lemos refletem diretamente na educação, já que também interferem na forma como as novas gerações aprendem e ensinam. Para Lowinger, a maior contribuição que a tecnologia digital pode dar neste sentido é ajudar a combater nas escolas os chamados conteúdos generalistas, ou seja, feitos para um grande número de alunos, sem diferenciação entre os públicos que receberão aquele conteúdo.

“Quando o professor tenta ensinar todos os alunos de uma sala de aula de uma mesma forma, vai acabar não ensinando ninguém. O aluno precisa de ferramentas para customizar os conteúdos e interagir diretamente com o professor”, afirma.

Fonte: Instituto Claro

 

 

Discurso perdido de 1983 fará você pensar que Steve Jobs era do futuro
05/10/2012 –

Steve Jobs era do futuro? Não, mas ouvi-lo em 1983 acertando tantas previsões sobre a tecnologia moderna faz essa parecer uma hipótese quase real.

Basta ouvir o discurso que Steve Jobs apresentou na Conferência Internacional de Design em Aspen, em 1983. É como se Jobs soubesse que a Apple faria o iPad, que o celular seria o futuro, que a App Store era necessária, que tudo seria conectado sem fio e que coisas como o Google Street View e a Siri tomariam nossas vidas.

Parece fácil prever isso agora, mas Steve Jobs fez este discurso em 1983. Na época, o Macintosh ainda nem havia sido lançado. O computador líder de vendas era o Apple II, e o segundo mais popular era da IBM. Michael Jackson havia há pouco feito seu primeiro moonwalk. Isso aconteceu há muito, muito tempo.

Eis alguns trechos notáveis da visão de Jobs para o futuro, reunidos por Marcel Brown, que digitalizou a fita cassete onde estava o discurso “perdido”. Basta ouvir Jobs falar sobre algo que parece muito com o iPad que usamos hoje:

“A estratégia da Apple é realmente simples. O que nós queremos é colocar um computador incrivelmente ótimo em um livro que você possa levar com você e aprender a usar em 20 minutos. Isso é o que queremos fazer, e ainda nesta década. E nós realmente queremos fazer isso com um link de rádio, para que você não tenha que conectá-lo a nada, e para se conectar com vários bancos de dados maiores e outros computadores.”

Jobs estava algumas décadas adiantado na previsão, mas um computador fácil de usar, e do tamanho de um livro? Pois é. De acordo com Brown, eis outras previsões do futuro que Jobs disse em seu discurso:

– Ele fala de forma confiante sobre o computador pessoal ser um novo meio de comunicação. De novo, isto é antes de redes serem comuns, e antes haver qualquer vestígio de que a Internet iria se difundir. No entanto, ele fala especificamente sobre sistemas primitivos de e-mail, e como ele iria redefinir a comunicação. Ele afirma com naturalidade que, quando tivermos computadores portáteis com links de rádio, as pessoas poderiam ir para qualquer lugar e acessar seu e-mail. De novo, isto é 1983, pelo menos 20 anos antes da era da computação no celular.

– Ele cita um experimento feito pelo MIT que soa muito como uma aplicação do Google Street View.

– Ele compara a indústria nascente de desenvolvimento de software à indústria da música. Ele diz que a maioria das pessoas não sabe necessariamente qual computador elas querem comprar. No entanto, quando se entrava em uma loja de discos, elas definitivamente sabiam quais músicas elas gostavam. Isso porque eles recebiam amostras grátis de música ouvindo rádio. Ele achava que a indústria de software precisava de algo como uma estação de rádio, para que as pessoas pudessem experimentar o software antes de comprá-lo. Ele acreditava que a distribuição de software através de lojas tradicionais era arcaico, já que o software é digital e pode ser transferido eletronicamente através de linhas telefônicas. Ele prevê pagar por software de uma forma automatizada, usando linhas de telefone e cartões de crédito.

Eu não sei quanto a você, mas acho que isso soa incrivelmente semelhante ao conceito da App Store da Apple. Além disso, sua comparação com a indústria da música só pode ser um prenúncio da loja iTunes.

Você precisa ouvir por si próprio para acreditar. Ao todo, são 20 minutos de áudio guardado há décadas. Se você quiser ouvir o discurso inteiro de Steve Jobs, visite o Life, Liberty and Tech; lá você também poderá ler mais trechos que Brown anotou. [Life, Liberty and Tech via TNW]

Fonte: Portal Giz Modo

 

 

Google lança ferramentas para ministrar aulas na web
05/10/2012 –

Enquanto boa parte da população interessada em tecnologia discute qual será o sistema operacional dominante nos próximos anos, qual será meu próximo smartphone ou qual será o formato de computação mais adequado ao uso, faremos uma pausa aqui para discutir o que realmente interessa: a Educação.

Peter Norvig reconhecido no meio acadêmico por suas contribuições à inteligência artificial, atualmente diretor de pesquisa no Google, resolveu junto com uma equipe da empresa disponibilizar uma ferramenta para ministrar cursos online, o Course Builder.

O software escrito em Python foi utilizado no curso online “Power Search with Google” – em uma tradução livre, busca avançada com o Google. Este curso ficou disponível por duas semanas, em Julho deste ano, e teve 155 mil inscritos de 196 países. Vale dizer que a ferramenta vem preparada para funcionar no Google App Engine, que é de graça até que você passe o limite da conta. A documentação para criar um curso está em inglês, mas é completa.

Este tipo de iniciativa faz parte de uma revolução silenciosa na educação. Digo que é silenciosa, porque nem toda escola ou governo reconhece o verdadeiro potêncial de transformação do aprendizado online. Só para concluir, sem me estender nesta discussão, eis alguns sites para aprendizado que recomendo:

Udacity – http://www.udacity.com
edX – https://www.edx.org/
Coursera – https://www.coursera.org/
Learning Space – http://openlearn.open.ac.uk/
Khan Academy – http://www.khanacademy.org/
Informaticon – http://www.informaticon.com.br/j/

Estes valem por sempre discutir o assunto e dar boas sugestões:

Open Education – http://www.openeducation.net/
Open Culture – http://www.openculture.com/

Fonte: Portal Info

 

 

Crowdsourcing: Criação coletiva de conteúdos e soluções
05/10/2012 –

Já vimos por aqui que plataformas baseadas na ação coletiva – o chamado “movimento crowd” – estão ganhando força no Brasil e no mundo. O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a colaboração das pessoas para criar conteúdo, soluções e produtos, através de plataformas online.

Para entender melhor sobre o assunto, fizemos uma vídeo-entrevista com Marina Miranda, sócia-fundadora da Mutopo Brasil, que ajuda empresas a se beneficiarem do crowdsourcing, para explicar o conceito e mostrar por que ele pode ser transformador, inclusive para a educação.

Fonte: Portal Instituto Claro

 

 

 

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